Chapo afirmou que não gostaria que outras pessoas passassem pela mesma situação que marcou a sua vida.
"Muita gente também pergunta como é que em pouco tempo estão conseguir combater os raptos. É outra coisa que eu já vivi. Então, não queria ver ninguém na vida viver a mesma situação", afirmou Daniel Chapo.
O PR diz que quando imagina uma situação idêntica numa outra pessoa, fica "muito nervoso", daí que chegou à conclusão de que "é um mal que nem devia existir: um ser humano raptar outro ser humano".
O Chefe do Estado falou tambem sobre as experiências de fome vividas durante a sua infância e sobre a forma como essas memórias contribuem para a sua visão sobre a necessidade de combater a insegurança alimentar no País.
Chapo recordou um episódio envolvendo a sua mãe, que, chegou a estar em risco de vida, devido à falta de alimentos durante um período em que a família se encontrava em fuga.
"O livro descreve episódios tristes, como o facto de, uma vez, ter assistido à minha mãe quase a morrer, e só agora é que eu me lembrei que ela estava quase a morrer por causa da fome. Foram sensivelmente quatro a cinco dias que estávamos a andar de um lado
para o outro. Não estávamos a comer, e o pouco que tinha, ela preferia dar aos filhos", relatou Daniel Chapo.
O Presidente da República afirmou ainda que estas experiências ajudam a explicar a importância que atribui à procura de soluções para os problemas que afectam a
população moçambicana, incluindo a fome e a pobreza.
Durante o encontro, Chapo dirigiu uma mensagem aos jovens para que nao desistam perante as dificuldades.
A sessão literária serviu, assim, não apenas para discutir a obra de Daniel Chapo, mas também para revisitar experiências pessoais do Presidente e relacioná-las com os
desafios que actualmente integram a agenda do Governo.