As declarações surgem quatro dias depois da votação de domingo (25/out) contra Flávio Bolsonaro (PL) e ganham relevância por envolver figuras públicas de grande alcance e por explicitar preocupações com direitos, diversidade e o futuro das próximas gerações.
Na terça-feira (20/out), Marta Dora Grostein teve um vídeo publicado pelo filho caçula, o cineasta Fernando Grostein Andrade. No depoimento, ela afirmou: “Ter medo de morrer por simplesmente ser quem você é foi uma das razões que fez meu filho Fernando sair do Brasil há sete anos. Ele recebeu ameaças à sua vida, inclusive dizendo que o corpo dele seria entregue em um caixão fechado”.
A arquiteta, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, relacionou a saída do filho em 2019 às ameaças de caráter homofóbico e concluiu:
“Diante do momento atual, eu voto Lula. A gestão do filho do Bolsonaro significa um retrocesso nas políticas que avançaram tanto, principalmente, as políticas sociais e culturais”.
Um dia depois, na quarta-feira (21/out), Angélica publicou vídeo próprio nas redes sociais. Ela declarou: “Eu sempre fui a favor da alternância de poder, não sou petista, não me vejo como de direita, nem de esquerda, mas eu quero viver num país onde as pessoas se escutem, se respeitem e cuidem umas das outras”.
A apresentadora, casada com Luciano Huck, acrescentou que pensa nas mulheres, nas crianças, nas pessoas LGBTQIA+ e no país em que os filhos vão viver, finalizando: “é por tudo isso que eu decidi votar no Lula”.
E admitiu ter sentido medo de ataques nas redes sociais mas decidiu nao se calar