Economia
24 Setembro 2026 08:55
Anarec denuncia uma "quase paralisação" do consumo nos postos de abastecimento de combustível junto à fronteira com a Espanha
Nessas regioes as quebras atingem os 90%, diz a Anarec.
A ministra do Ambiente e Energia informou que o consumo de combustíveis "caiu ligeiramente" no mês de agosto e setembro, invertendo a tendência de aumento verificada até julho e à TSF, a vice-presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, Anarec, Mafalda Trigo, afirma ter a mesma perceção, sobretudo nos "associados mais próximos das fronteiras", que vivem uma "quase paralisação" da atividade e ponderam ter de encerrar portas, caso a situação seja "para perdurar", pois não conseguem suportar os custos inerentes ao desempenho.
Antonio de Sousa
Comentador/Analista político
A vice-presidente da Anarec, que faz também a gestão de postos de abastecimento de combustível, nota nos restantes postos uma redução no consumo, que se traduz no menor número de litros de combustível que é abastecido devido aos preços praticados.
"Tenho notado uma redução no consumo, às vezes não tanto na redução das pessoas, mas os mesmos clientes, em vez de abastecerem 50 litros, só vão abastecer 25. Portanto, no final do dia, acabamos por ter também uma redução do número de litros que são abastecidos pelos nossos clientes", revela.
Realçando que estes não são valores oficiais, a Anarec estima que asquebras nos postos de abastecimento espalhados pelo país possam ser "superiores a 10%".
A situação é, porém, descrita como "dramática" em toda a zona da fronteira com a Espanha, onde os valores resgistados "nem têm comparação".
"Estamos a falar em quebras de 90%. Graças a Deus, no restante território [nacional] não se passam esses tipos de situações, porque estamos a falar em subsistência, não há sequer valor para pagar ordenados", reconhece.
O preço dos combustíveis em Portugal atingiu esta semana valores recordes, com o gasóleo a aumentar, em média, 6,5 cêntimos por litro e a gasolina cinco cêntimos.
E sejamos serios como o petroleo importado nao vem do Medio Oriente o problema existente é o aproveitamento no sector desta guerra localizada e claro dos impostos aplicados