À TSF, o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, avisou que, se continuar sem chover na região, as descargas previstas pela APA só garantem o abastecimento de água por um mês pelo que urge a construção da barragem de Girabolhos.
"A APA prevê, ao longo desta semana, recorrer à água armazenada na albufeira da barragem do Caldeirão [no concelho da Guarda] para realizar descargas controladas, com o objetivo de reforçar temporariamente os caudais, melhorar as condições de escoamento e contribuir para a recuperação das condições ambientais do rio", segundo um comunicado enviado à agência Lusa.
Pretende-se"compatibilizar a necessidade de reforço dos caudais com os restantes usos do rio, (...) de modo a minimizar eventuais impactos nas zonas balneares localizadas a jusante, nomeadamente durante o período diurno"
Diz a TSF, que o presidente da defende a urgência de dotar o país de infraestruturas de eficiência hídrica para garantir que a região não fique sem água e avisa que a medida anunciada pela APA só garante o abastecimento de água por um mês, se continuar sem chover sendo necessaria a onstrução da barragem de Girabolhos, na bacia do Mondego.
"…fundamental para que não continuem a acontecer as descargas. Tivemos dois anos de muita chuva, mas podemos ter agora dois anos de pouca chuva, de seca extrema. Isso pode acontecer, as alterações climáticas ditam isso mesmo", refere, questionando: "E onde é que nós vamos buscar água para beber?"
"No futuro, as pessoas só se vão aperceber deste drama quando abrirem as torneiras lá de casa e não sair gota de água", sublinha, alertando ainda para os prejuízos nas praias fluviais.
"Estas descargas têm de ser feitas, com prejuízos para as populações, porque as praias fluviais, a montante desses açudes, vão sofrer graves danos", explica.
Relembrando "todo o trabalho que foi feito para recuperar os danos provocados pelas últimas tempestades nas praias fluviais", o autarca sublinha que, com a descarga da barragem, o "caudal do rio vai subir" e, por isso, "a areia e outras coisas estão sujeitas a que a água leve tudo".
A ocorrência está a afetar os concelhos de Fornos de Algodres, Celorico da Beira e Guarda, no distrito da Guarda, e de Nelas, no distrito de Viseu.
Mas esta precipitação "excecionalmente reduzida", associada às elevadas temperaturas e à ocorrência de sucessivas ondas de calor, tem contribuído para uma diminuição acentuada das disponibilidades hídricas no Mondego.
"A reduzida disponibilidade de água começa também a produzir efeitos visíveis em zonas de menor circulação, empoçamentos e pequenas albufeiras, onde se observam sinais de eutrofização e de proliferação de algas", é referido.
A APA alertou ainda para "os potenciais efeitos na qualidade da água e no equilíbrio dos ecossistemas aquáticos".
"Esta Agência continuará a monitorizar a evolução dos caudais e da qualidade da água e a fiscalizar os usos dos recursos hídricos a montante, com vista a assegurar uma gestão equilibrada das disponibilidades existentes".
Comtinuem a condenar a juventude da Climaximo e nao ou oiçam nao !