Segundo o Irao, o ataque  provocou uma explosão, matou um marinheiro e feriu outro, e assim  representou uma tentativa de Kiev de ampliar a guerra para além do território ucraniano.

O Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou a ação como um ato de agressão e afirmou que o país defenderá seus interesses nacionais e sua segurança.

O governo não informou o nome da embarcação, ou o local exato do ataque nem as circunstâncias da morte do tripulante.

A denúncia foi apresentada após o presidente da Ucrânia, Zelensky, anunciar que as forças de seu país haviam atingido um navio de guerra russo e embarcações utilizadas no transporte de cargas militares vinculadas ao Irão no Mar Cáspio.

Não foi esclarecido se o navio comercial citado por Teerão estava entre esses alvos.

No mesmo contexto, Zelensky acusou a Rússia de compartilhar com o Irão informações obtidas por satélite sobre países do Golfo e instalações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.

O presidente ucraniano afirmou que Kiev registrou, desde o início de julho, uma “vigilância ativa, por satélites russos, dos países do Golfo e das instalações militares dos Estados Unidos localizadas nesses territórios. Posteriormente, essas imagens aparecem no Irã”.

Zelensky também sustentou que os registros feitos pela Rússia estariam associados à preparação e à avaliação de operações militares iranianas.

“Ao mesmo tempo, existe uma correlação clara entre as imagens de satélite russas desses locais e os ataques iranianos — tanto antes das ofensivas, durante a preparação, quanto depois, para avaliar os danos causados”, declarou.

Segundo ele, no domingo (19) e na segunda-feira (20), satélites russos teriam acompanhado quatro bases aéreas: duas no Bahrein, uma na Jordânia e outra no Kuwait.

As acusações inserem-se  no agravamento das tensões entre Kiev e Teerão desde o início da guerra na Ucrânia.

A Rússia utiliza drones de concepção iraniana em suas operações, enquanto o governo ucraniano passou a oferecer a países do Oriente Médio sua experiência na interceptação desses equipamentos.

O episódio no Mar Cáspio acrescenta uma dimensão marítima ao confronto indireto entre Ucrânia e Irão e amplia as disputas em torno da cooperação militar de Teerão com Moscovo