No mês em análise, a variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 12,2%, depois dos 8,7% em julho, e o índice referente aos produtos alimentares não transformados desacelerou de 3,7% para 3,4%.
Face ao mês anterior, a variação do IPC terá sido de 0,1% em agosto (-0,5% em julho e -0,2% em agosto de 2025), estimando-se uma variação média nos últimos 12 meses de 2,7% (2,6% no mês anterior).
Quanto ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, que permite uma melhor comparação com outros países, terá registado uma variação homóloga de 3,6%, superior aos 3,1% de julho.
Os dados definitivos referentes ao IPC do mês de agosto serão publicados pelo INE em 10 de setembro.
Entretanto a economia portuguesa cresceu 2,5% no segundo trimestre, em termos homólogos, e 0,8% em cadeia, confirmou esta segunda-feira tsmbem o Instituto Nacional de Estatística
Segundo o gabinete de estatística, o contributo negativo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB reduziu-se no 2.º trimestre, com um crescimento mais intenso das exportações que mais que compensou a aceleração das importações.
Tambem o contributo positivo da procura interna diminuiu, refletindo sobretudo a desaceleração do investimento.
Já em termos trimestrais, registou-se uma aceleração do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 0,8%, após ter aumentado 0,1% no trimestre anterior
"O contributo da procura externa líquida foi decisivo para esta evolução, ao passar de -2,0 p.p. para +0,7 p.p., em resultado da aceleração das Exportações de Bens e Serviços e desaceleração das Importações de Bens e Serviços", explica o INE.
Por outro lado, o contributo positivo da procura interna diminuiu, refletindo sobretudo a desaceleração do investimento.
Já em termos trimestrais, registou-se uma aceleração do crescimento do PIB para 0,8%, após ter aumentado 0,1% no trimestre anterior.
"O contributo da procura externa líquida foi decisivo para esta evolução, ao passar de -2,0 p.p. para +0,7 p.p., em resultado da aceleração das Exportações de Bens e Serviços e desaceleração das Importações de Bens e Serviços", explica o INE.
O contributo da procura interna, por sua vez, reduziu-se devido à diminuição do investimento.
Imagine que, há alguns anos, ia ao supermercado com 50 euros e enchia o carrinho.
Hoje, com os mesmos 50 euros, consegue comprar muito menos. Essa é a inflação em ação.
Em termos simples, a inflação é o aumento generalizado e contínuo dos preços de bens e serviços numa economia ao longo do tempo.
Quando há inflação, o dinheiro perde valor, isto é, o seu poder de compra diminui.
Em Portugal e na maioria dos países da União Europeia, a inflação é medida através do Índice de Preços no Consumidor (IPC).
Este índice é calculado pelo INE que reflete a evolução dos preços de um "cesto" de bens e serviços representativo dos hábitos de consumo das famílias portuguesas.
Este cesto inclui desde alimentos, transportes, habitação, saúde, educação, até lazer.
A taxa de inflação é a percentagem de aumento do IPC num determinado período (geralmente mensal ou anual). Se o IPC subir 2% num ano, significa que, em média, os preços subiram 2% nesse período.
Nem toda a inflação é igual. Podemos categorizar a inflação de diversas formas:
Inflação por Procura que ocorre quando a procura por bens e serviços excede a capacidade de produção da economia.
Há "demasiado dinheiro a perseguir poucos bens" e os preços no mercado secundário disparam.
Inflação por Custos acontece quando os custos de produção das empresas aumentam por matérias-primas mais caras, salários mais altos, energia mais dispendiosa e para manter as suas margens de lucro, as empresas transferem esses custos para os consumidores através de preços mais elevados.
Inflação Importada é a inflação que resulta do aumento dos preços de bens e serviços que um país importa.
Se o petróleo, que Portugal importa, fica mais caro a nível global, isso impacta os preços da gasolina, transportes e, consequentemente, de muitos outros bens.
A inflação corrói o seu poder de compra. Se o seu salário não acompanhar a subida dos preços, a sua capacidade de adquirir bens e serviços diminui. O crescimento económico, se bem distribuído, pode levar a aumentos salariais e à criação de mais oportunidades, contrariando em parte este efeitA inflação e o crescimento económico são forças poderosas que moldam o panorama financeiro. Entender a sua dinâmica e como interagem é o primeiro passo para construir um futuro financeiro mais seguro e próspero. Embora não possamos controlar estes fenómenos macroeconómicos, podemos armar-nos com conhecimento e tomar decisões financeiras informadas.
Uma inflação baixa e controlada pode ser um efeito colateral de uma economia a crescer, mas a inflação em si não gera crescimento económico sustentável. [1, 2]
Como se relacionam
Os perigos da inflação alta