Um ativista birmanês afirmou que Min Zin desapareceu em 3 de junho, após viajar para Kunming, na província de Yunnan, na China, para participar numa conferência. O ativista, que falou sob condição de anonimato por ter medo de represálias, disse que Min Zin já havia visitado a China diversas vezes antes.
Min Zin foi um ativista estudantil durante os conflitos de 1988 de Mianmar um movimento liderado por estudantes que o governo da época reprimiu com violencia militar e de seguida procurou asilo nos EUA. Atualmente, ele não estava envolvido em nenhum trabalho de ativismo direto, afirmou o ativista.
Min Zin fundou um think tank chamado ISP Myanmar, que nos últimos anos se tem dedicado a escrever sobre a política externa chinesa e o comércio com Myanmar, país localizado na fronteira sudoeste da China.
O think tank trocou ideias com outros think tanks chineses e publicou relatórios sobre temas como as exportações de terras raras de Myanmar para a China.
Ele também é candidato a doutorado na Universidade da Califórnia, Berkeley.
Min Zin é um colaborador regular do blog Transition da Foreign Policy.
Ele também atua como analista da Birmânia para diversas fundações de pesquisa, incluindo a Freedom House.
Participou do movimento democrático birmanês em 1988 como estudante ativista do ensino médio e entrou na clandestinidade em 1989 para evitar a prisão pela junta militar. Sua vida como ativista e escritor clandestino durou nove anos, até que fugiu para a fronteira entre Tailândia e Birmânia em agosto de 1997.
Os seus artigos são publicados em media como Foreign Policy, The New York Times, The Irrawaddy, Bangkok Post, Far Eastern Economic Review, Wall Street Journal entre outras publicações.
É doutorando em Ciência Política pela Universidade da Califórnia, Berkeley.