Ele cumpriu uma pena de 25 anos de reclusão em um presídio especial em Lima por crimes contra a humanidade cometidos sob seu comando.

Mas, o juiz Vicente Fernández determinou que ele continuasse preso, considerando improcedente a decisão do Tribunal Constitucional, e devolveu a decisão ao Tribunal Constitucional (TC) porque não se considerava competente para libertar o ex-presidente.

Desde 2009, o ex-presidente cumpre pena no presídio Barbadillo, uma pequena prisão para ex-presidentes ao leste de Lima, onde também está Pedro Castillo.

Entretanto  o seu advogado  Elio Riera, esteve no presídio Barbadillo para realizar os trâmites administrativos da soltura.

— O presidente se mostrou muito de acordo, recebeu com alegria o mandato [dos juízes] — disse Riera.

Mas a  história do indulto é rocambolesca.

Concedido no Natal de 2017 por razões humanitárias, foi anulado em 2019 pela Corte Suprema para depois ser restituído em março de 2022 pelo Tribunal Constitucional. Quando estava prestes a ser libertado, a Corte Interamericana pediu que o Peru se abstivesse de soltá-lo até reanalisar  um recurso de familiares das vítimas de seu governo.

De ascendência japonesa, Fujimori em novembro de 2000, perante uma oposição crescente depois de  dez anos no poder, fugiu para o Japão, a terra de seus ancestrais, e renunciou à Presidência por meio de um fax.

Ele na verdade era um ditador  depois de  dar um "autogolpe" em 5 de abril de 1992, dissolvendo o Congresso e intervindo no Poder Judiciário.

Pesam contra Fujimori quatro condenações judiciais por crimes contra a humanidade e corrupção, a maior delas de 25 anos de prisão.

Entretanto a sua filha a ultraconservadora e recém-empossada presidente do Peru, Keiko Fujimori, anunciou hoje que as Forças Armadas voltarão a assumir o controle da "ordem interna" em áreas dominadas por organizações criminosas, pelo narcotráfico e pela mineração ilegal, as usuais desculpas para mais uma ditadura

"Durante os estados de emergência, as Forças Armadas assumirão temporariamente a liderança das operações de segurança e do controle da ordem interna" até "devolver esses territórios aos cidadãos", afirmou a presidente direitista durante seu discurso de posse no Congresso… -

Estas medidas suspendem os  direitos constitucionais, como o de se reunir em grupos e protestar