Mas ao falar ao lado do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, na quarta-feira, Trump disse que o território dinamarquês autônomo era "muito importante" para os EUA, "mas não é importante para a Dinamarca".

E cá vai outra vez o novo Nero tendo ao lado um pobre capataz, um tal Rutte!

"Nós pegamos a Groenlândia e, então, estupidamente a devolvemos. Não deveríamos tê-la devolvido a eles, porque somos nós que precisamos dela. Precisamos dela para a proteção do mundo — não apenas dos Estados Unidos", disse Trump.

Bem… em 1939 a Groenlândia pertencia ao Reino da Dinamarca.

Se calhar um dia destes Duck Trump vai defender que a Alemanha deveria ser um estado dos EUA… com Rutte a dizer que sim sr!

Os trumpistas comentários surgem logo depois  da primeira-ministra dinamarquesa,  Mette Frederiksen, prometer defender "cada centímetro" da OTAN, incluindo seu próprio território. Ela também reforçou a mensagem de que a ilha não está à venda.

"Nossa posição é clara, como sempre foi. A Groenlândia, naturalmente, não está à venda", disse Frederiksen. "Esperamos que todos — inclusive todos os aliados — respeitem o direito do povo groenlandês à autodeterminação; somos um Estado soberano e precisamos que todos respeitem nossa integridade territorial e nossa soberania."

Questionada pela CNBC sobre se a Dinamarca estava preparada para defender militarmente a Groenlândia em caso de ataque, Frederiksen respondeu: "Estamos prontos para defender cada centímetro da OTAN, incluindo nosso próprio território."

Trump entretanto renovou sua ameaça de tentar anexar a Groenlândia durante o primeiro dia de uma cimeira  da Nato  de dois dias na capital turca sob o silencio de todos esses natistas. O presidente estadunidense chegou a sugerir que os EUA poderiam retirar suas tropas da Europa em resposta à contínua resistência da região sobre o assunto.

Em uma reunião bilateral com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, na terça-feira, Trump disse que a recusa da Europa em ceder ao seu desejo expansionista é "o que prejudicou meu relacionamento com a OTAN".