O Estado Novo impunha o "código do indigenato", e forçava os africanos a trabalhar para garantir o pagamento de impostos.
Os contratados eram movimentados de forma coerciva pelo Estado para servir roças e empresas privadas portuguesas ou nao.A mortalidade e a exaustão eram elevadas devido à falta de cuidados básicos.
Galvão afirmou que o trabalhador contratado era tratado com menos apreço do que um escravo do passado e explicou que o escravo representava capital próprio para o dono, que tentava mantê-lo vivo, enquanto o trabalhador forçado morria e era facilmente substituído pelo recrutamento administrativo.
O relatório gerou enorme desconforto político no regime de Salazar, embora as práticas de exploração laboral continuassem inalteradas até às reformas da década de 1960.
Henrique Galvão que até fora eleito deputado à Assembleia Nacional por Moçambique, em 1945 por ter a possibilidade de denunciar as condições desumanas em que os nativos das colónias, sujeitos ao Estatuto do Indigenato, se encontravam, sendo obrigados a trabalhos forçados, não remunerados viu-se alvo de ostracismo no regime salazarento.
A sua "Exposição do Deputado Henrique Galvão à comissão de Colónias da Assembleia Nacional" foi apresentada em 22 de Janeiro de 1947, e veio a ser a principal razão para o seu rompimento com o Estado Novo
Na verdade Henrique Galvão defendia que "o trabalho forçado ou "contratado" era a norma, com as condições de vida miseráveis, a generalizar a corrupção entre as autoridades generalizada", e foi ao ponto dizer que os escravos eram melhor tratados que os trabalhadores forçados, já que aos primeiros, sendo sua propriedade, o dono se esforçava por manter vivos e com saúde, enquanto que os segundos, se morriam de fome ou exaustão, eram substituídos por mais trabalhadores "recrutados" pelo Estado
Como protesto pelo facto de o regime ter ignorado as reivindicações que pretendia para melhorar as condições de vida dos nativos das colónias, passou para a Oposição Democrática e no início da década de 50, começou a conspirar com outros militares, mas acabou por ser descoberto, preso e expulso do exército.
Apoiou a candidatura presidencial do general Humberto Delgado em 1958, cuja ideia Galvão disse até ter sido sia
Em 1960, a população de Angola era de cerca de 5,23 milhões a 5,45 milhões de habitantes. Este valor inclui a população local e uma comunidade de colonos de origem europeia (principalmente portuguesa) estimada em cerca de 126 mil pessoas.
Em 1974, a população de Angola era de cerca de 6,6 milhões de habitantes (estimada especificamente em 6.613.367 pessoas), segundo dados demográficos internacionais e projeções estatísticas da época.
Em 1973, as colónias portuguesas representavam cerca de 15% das exportações totais de Portugal metropolitano.
Os territórios de Angola e Moçambique lideravam estas trocas comerciais, fornecendo matérias-primas e produtos agrícolas cruciais para a economia do Estado Novo antes do fim do império em 1975.
As colónias representavam 15% das exportações de Portuga e 10% das importações de Portugal com Angola e Moçambique a serem os principais parceiros do espaço ultramarino.
Principais Produtos Exportados
Os estados da Berbéria (ou Costa da Barbária) citados pelo sr Raposo foram as instituições políticas do Norte de África (região do Magrebe) que, a partir do século XVI, funcionaram com autonomia apesar da influência do Império Otomano.
Andaram por esses estados os portos de corso e pirataria no Mediterrâneo.
Nesse contexto os principais estados eram a Regência de Argel, a Regência de Túnis, a Regência de Tripolitânia e o Xarifado/Reino de Marrocos.
Caraterísticas e Economia
Nos séculos XVI e XVII, a costa portuguesa, as ilhas atlânticas e o tráfego marítimo enfrentaram uma intensa vaga de pilhagens. Esta violência vinha tanto de corsários europeus (franceses e ingleses) como dos chamados Piratas da Barbária (corsários berberes vindos do Norte de África). Embora operassem em contextos políticos distintos, todos viam na riqueza ibérica um alvo lucrativo.
A Coroa portuguesa misturava comércio e guerra e os navios comerciais estrangeiros ou locais recusavam o sistema de passes português — a Cartaz — e eram considerados inimigos e alvo de assalto legítimo.
O "cartaz" na época dos Descobrimentos era uma salvo-conduto marítimo obrigatório emitido pela Coroa Portuguesa no século XVI para controlar o comércio no oceano Índico mais concretamente em 1502 por D. Manuel I.
A regra era Navios sem o cartaz eram atacados ou apreendidos.
No início da expansão no Oceano Índico, obviamente que era usual o assalto a embarcações muçulmanas e asiáticas sendo uma extensão natural da soberania militar do Estado da Índia.
O governador Afonso de Albuquerque afirmou em 1512 que "fazer presas" (pilhar navios e mercadorias) representava uma das formas mais rápidas e rentáveis de obter ouro, especiarias e frotas inteiras para o reino.
As tripulações e marinheiros da armada recebiam frequentemente uma percentagem direta (cerca de 20% ou mais) do valor dos bens roubados aos navios apresados. Devido aos salários baixos e atrasados na Ásia, muitos marinheiros portugueses viram-se empurrados para a deserção, transformando-se em piratas independentes ou mercenários em zonas distantes como o Golfo de Bengala e o Mar da China.
Eis alguns,
Sebastião Gonçalves Tibau: Aventureiro que se tornou governante de facto e autoproclamado "rei" da ilha de Sundiva (atual Sandwip, no Bangladesh) no Golfo de Bengala, liderando um estado e uma frota de cariz corsário/pirata.
António de Faria: Figura célebre imortalizada por Fernão Mendes Pinto na sua obra Peregrinação, cujas expedições e assaltos no Golfo do Tonquim e costa do Mar da China oscilavam entre o comércio e a pirataria.
Damião Bernaldes: Capitão e aventureiro ativo na costa oriental do Golfo de Bengala e região de Arracão (atual Mianmar/Birmânia).
Sancho Pires: Artilheiro português que desertou, passou a servir reinos locais em Bengala e adotou o nome de Tringui Kan.
As autoridades portuguesas reprimiam com pouca firmeza os atos de pirataria praticados pelos seus próprios cidadãos contra populações locais ou inimigos, pois ajudavam a enfraquecer a concorrência na região
No século XVI, o Império Otomano integrou formalmente os Estados Berberes (Argélia, Tunísia e Trípoli) como províncias autónomas, transformando os corsários locais em aliados navais estratégicos para dominar o mar Mediterrâneo e desafiar as potências cristãs europeias.
As relações entre o Império Português e o Império Otomano foram marcadas, no século XVI, por uma intensa rivalidade geoestratégica e comercial pelo controlo das rotas do Oceano Índico, do Mar Vermelho e do Golfo Pérsico, originando conflitos armados diretos e indiretos conhecidos como as Guerras Luso-Turcas.
O Confronto no Índico e Oriente
Relações Diplomáticas Posteriores
Nota:
Expliquemos quem sao os heróis acima….
https://youtu.be/1KmwANB1wb4?si=Ano5HvXZD39Eg9-z