Tal corrói cada vez mais dois compromissos fundamentais de Donald Trump durante sua campanha presidencial: a redução dos preços dos combustíveis e o não envolvimento dos EUA em novas guerras.
Especialistas concordam que a Casa Blanca está a travar uma guerra de Israel e se Trump afirmou que a agressão duraria semanas, ela já ultrapassa os 200 dias, 28 semanas e os EUA não dispõem de um plano para lhe pôr fim.
Os custos de ambos os combustíveis apresentam variações regionais acentuadas; por exemplo, na Califórnia, o galão de diesel subiu para 8,35 dólares, enquanto a gasolina comum chegou a 6,09 dólares. "Os custos aumentaram até 25 centavos por galão da noite para o dia", informou a AAA.
A alta persistente dos combustíveis exerce pressão direta sobre a economia de vários estados do Meio-Oeste estadunidense, uma região fundamental no cenário político e industrial do país.
Tambem relatórios da Administração de Informação de Energia (EIA), quanto às reservas estratégicas de diesel nos EUA situam-se em 106,3 milhões de barris, um número que representa 13% abaixo da média dos últimos cinco anos.
Os preços do diesel no país estadunidense acumulam uma alta de cerca de 60% desde o início da ofensiva de Washington e Israel contra o Irã, no final de fevereiro passado.
Essa escalada afeta setores estratégicos como o transporte rodoviário de cargas, o sistema ferroviário, a navegação comercial e o maquinário agrícola pesado — essencial para a produção de alimentos.