O programa envolvido foi apresentado na Sexta-feira, 31.07, no Freedom Park, em Pretória, conforme  um comunicado do Departamento sul-africano do Desporto, Artes e Cultura, divulgado no Domingo.

O vice-ministro da Justiça, Andries Nel, divulgou  que as investigações preliminares já identificaram 89 potenciais sepulturas para escavação, prevendo-se que novas diligências localizem outros locais de enterro.

Do nosso ponto de vista é nosso dever recordar os os Campos e Prisões do ANC em Angola

  • O Campo Quatro: no norte de Angola (região de Malanje), funcionava como base e centro de detenção do braço armado do ANC (o Umkhonto we Sizwe).
  • Motins e Fuzilamentos: em 1984 e anos seguintes, ocorreram revoltas de combatentes do ANC contra a direção do movimento. Vários amotinados e quadros dissidentes foram presos pelas próprias estruturas do ANC em solo angolano, havendo registo histórico e denúncias na Comissão de Verdade e Reconciliação da África do Sul sobre execuções (fuzilamentos) de dirigentes e combatentes dissidentes e de torturas graves no local.
  • Nomes e Perfis: o programa foi apresentado na Sexta-feira, no Freedom Park, em Pretória, segundo um comunicado do Departamento sul-africano do Desporto, Artes e Cultura, divulgado no Domingo.
  • Na altura, o vice-ministro da Justiça, Andries Nel, adiantou que as investigações preliminares já identificaram 89 potenciais sepulturas para escavação, prevendo-se que novas diligências localizem outros locais de enterro. nomes exatos e individuais dos quadros e dirigentes médios detidos no Campo Quatro raramente foram totalmente divulgados de forma oficial pelo ANC na época, sendo identificados genericamente como prisioneiros e dissidentes do Umkhonto we Sizwe(como as denúncias de sobreviventes como Diliza Mthembu) que contestavam a cúpula do partido
  • Encerramento: com os Acordos de Paz de Nova Iorque em dezembro de 1988 entre a África do Sul, Angola e Cuba, o governo angolano ordenou o encerramento definitivo dos campos do ANC no país, e os prisioneiros e combatentes remanescentes foram transferidos para o Uganda e para a Tanzânia.

 

As escavações e exumações deverão começar em Setembro e Outubro, dependendo ainda da   autorização das autoridades angolanas.

Segundo o  ministro do Desporto, Artes e Cultura, Gayton McKenzie, Angola foi identificada como prioridade por concentrar o maior número de sul-africanos que morreram no exílio durante a luta de libertação.

O Governo sul-africano identificou mais de 400 possíveis locais de enterro em várias regiões de Angola, havenfo dificuldades na recuperação devido a minas terrestres, sepulturas cobertas pela vegetação e não assinaladas, corpos deteriorados, terreno difícil e registos históricos limitados.

Segundo a imprensa sul-africana, os locais previstos para escavações incluem três cemitérios em Luanda, a cidade de Malanje, a aldeia de Quela e um terreno no Cacuso, além do campo do Caxito e de oito sepulturas à entrada do Pango.

O programa já devolveu os restos mortais de 49 sul-africanos sitos  na Zâmbia e no  Zimbabué, tendo uma unidade ligada à Comissão da Verdade e Reconciliação coordenado a entrega e funeral de 212 indivíduos e facilitado 11 repatriamentos espirituais, nos casos em que a recuperação física não foi possível.