Indicado por Uganda no final de julho, Otunnu integra o processo eleitoral que agora conta com três concorrentes homens e cinco mulheres. 

Experiência prévia

O candidato ugandense é a atualmente co-presidente da Iniciativa Comunitária de Construção da Paz Rocco Paco. 

Ele já atuou nas Nações Unidas como representante especial para Crianças e Conflitos Armados, de 1998 a 2005, como vice-presidente da Assembleia-Geral de 1983 a 1984 e como líder da Comissão de Direitos Humanos de 1980 a 1984. 

No Uganda, ele já ocupou cargos como ministro das Relações Exteriores e presidente do Congresso. 

Assim como os demais candidatos, Otunnu apresentou à presidência da Assembleia Geral um currículo, a visão para o mais alto posto da organização e detalhes sobre financiamento de campanha. 

Naçoes Unidas Oito candidatos nomeados como próximo Secretário-Geral da ONU ; Ivonne A-Baki (Equador), Michelle Bachelet (Chile), María Fernanda Espinosa (Equador), Rafael Grossi (Argentina), Rebeca Grynspan (Costa Rica), Olara Otunnu (Uganda), Carolyn Rodrigues Birkett (Guiana) e Macky Sall (Senegal).

Oito candidatos na disputa

O candidato ugandense teve a oportunidade, assim como os demais, de interagir com Estados-membros e sociedade civil em um debate de três horas, que foi transmitido ao vivo. Nesta ocasião, ela teve a chance de apresentar suas qualificações e responder perguntas. 

Até o momento, a lista de candidatos a secretário-geral da ONU, por ordem de apresentação é: Rafael Mariano Grossi, indicado pela Argentina, Michelle Bachelet, apoiada por Brasil e México; Macky Sall, apresentado por Burundi; Rebeca Grynspan, nomeada pela Costa Rica; María Fernanda Espinosa, apoiada por Antigua e Barbuda; Carolyn Rodrigues Birkett, indicada pela Guiana, Olara Otunnu, indicado por Uganda e Ivonne A-Baki, nomeada por Tonga.  

O secretário-geral da ONU é eleito pela Assembleia Geral após recomendação do Conselho de Segurança para um mandato de cinco anos com possibilidade de uma reeleição.

O atual líder da organização, António Guterres, deixa o cargo neste 31 de dezembro, após exercer dois mandatos consecutivos. 
Nao deixaremos de lembrar que a ONU a UE e o Estado português me sencionaram por ser à altura dirigente da UNITA sem seqyer ter o direito à defesa mostrando o quanto a ONU necessita de urgente democratização