A verdade é que a cidadania portuguesa se sentiu traida por esta retirada que soube a fuga

Nasceu entretanto a resistência portuguesa contra as invasões francesas (1807–1810) que se baseou em  revoltas populares, na ação de guerrilhas e no apoio militar britânico, que levou  à expulsão das tropas de Napoleão Bonaparte.

Em novembro de 1807, com a chegada das tropas do general Junot, a família real portuguesa partiu para o Brasil, deixando o país sob uma Junta de Governo.

Inicialmente, o Príncipe Regente ordenou que não se resistisse para evitar derramamento de sangue.

No entanto, em maio de 1808, após a declaração de guerra e o esgotamento da paciência com os abusos franceses, o povo revoltou-se.

Em Lisboa, no Porto, em Coimbra e no Algarve, a população e os estudantes expulsaram guarnições francesas, formando juntas governativas locais.

Portugal enfrentou três grandes investidas francesas:

  1. Primeira Invasão (1807–1808): Comandada por Junot. A resistência popular e a ajuda do exército anglo-luso liderado por Arthur Wellesley resultaram na vitória na Batalha do Vimeiro (21 de agosto de 1808), forçando a saída dos franceses via Convenção de Sintra.
  2. Segunda Invasão (1809): Liderada pelo general Soult pelo Norte, que tomou o Porto, mas foi repelido por forças luso-britânicas e pela contínua resistência popular.
  3. Terceira Invasão (1810): Liderada pelo marechal Massena. Destacou-se a Batalha do Buçaco e a engenharia estratégica das Linhas de Torres Vedras, que defenderam Lisboa e esgotaram o invasor.

As guerrilhas foram formadas por soldados regulares e civis armados (camponeses).

Eles combateram via  emboscadas em zonas montanhosas e ataques rápidos a aquartelamentos, cortando linhas de comunicação e abastecimento dos franceses

Este desgaste contínuo enfraqueceu o moral e a capacidade militar do inimigo, facilitando as operações do exército aliado luso-britânico.

No Brasil entretanto João VI acabou com o monopólio comercial lisboeta, permitiu trocas com outras nações e incentivou o desejo de autonomia na elite local.

A Revolução Liberal do Porto (1820) geranfo cortes libersis portuguesas criaram as condições para que as mesmas exigissem o retorno de Joao VI e depois  Pedro IV, I do Brasil e tentaram recolonizar o Brasil, gerando revolta.

A 9 de janeiro de 1822 dá-se o Dia do Fico com Pedro I a recusar-se a voltar para Portugal, decidindo permanecer no país

O famoso Grito do Ipiranga, dá-se a 7 de setembro de 1822 na  margem do rio Ipiranga, em São Paulo, onde l Pedro I declarou a separação política de Portugal.

Em dezembro de 1822, Pedro foi coroado o primeiro imperador do Brasil.

O país transformou-se em uma monarquia (Império do Brasil).

A estrutura social permaneceu quase inalterada, mantendo-se a escravidão e o poder nas mãos das elites esquecendo-se os anseios de revolucionarios como Tiradentes

Portugal só reconheceu oficialmente a independência em 1825, após mediação internacional e pagamento de indenização.

 

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