A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e divulgou , 05.05, terça-feira que detetou danos numa parte da central nuclear ucraniana de Zaporijia, russa, após um ataque ucraniano com um drone no domingo.
O organismo das Nações Unidas visitou na segunda-feira o Laboratório de Controlo de Radiação Externa da central nuclear de Zaporijia, um dia depois de a central ter sido atingida por um aparelho aéreo não tripulado, os famosos drone que a Ucrania exporta e Portugal lhe quer seguir as pisadas ( à Nuno Melo!)
Os técnicos da AIEA observaram danos em alguns dos equipamentos de monitorização meteorológica do laboratório, "que já não estão operacionais pelo que o diretor-geral da agência, Rafael Grossi, reiterou esta terça-feira o seu insistente apelo à máxima contenção militar nas proximidades de todas as instalações nucleares de forma a serem evitados riscos de segurança.
O relatório da agência ocorreu depois de os técnicos russos da central terem informado a AIEA sobre um ataque com um drone, embora não tenham sido relatadas vítimas.
A instalação atingida está localizada no exterior do perímetro principal da central nuclear, mas faz parte do complexo.
De imediato, a equipa da AIEA na Ucrânia solicitou à Rússia permissão para avaliar diretamente as consequências do ataque.
Esta central nuclear de Zaporijia, com seis reatores e uma potência de 6000 megawatts, a maior da Europa, foi ocupada pela Rússia nas primeiras semanas da invasão da Ucrânia, em 2022.
A central não produz eletricidade desde a ocupação russa, mas precisa de estar conectada à rede elétrica para manter o sistema estável.