Fontes do governo reconhecem assim que a meta final é convencer Maduro de que “não há mais condições para que permaneça no poder”.
Nos últimos meses, Rubio, ex-senador pela Flórida e filho de imigrantes cubanos. consolidou-se como o principal articulador da política americana para a Venezuela.
Ele coordena a campanha de pressão junto à chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, ao procurador-geral Pamela Bondi e ao vice-chefe de gabinete Stephen Miller.
Em comunicado ao jornal, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou: “O presidente é quem define nossa política externa. Cabe ao gabinete implementá-la. O secretário Rubio tem a honra de fazer parte da equipe do presidente.”
O Wall Street Journal relata que, nas últimas semanas, os Estados Unidos intensificaram operações no Caribe, usando ataques a alegados traficantes e voos de bombardeiros B-52, capazes de transportar armamento nuclear, nas proximidades do litoral venezuelano.
O Pentágono também deslocou navios de guerra, caças F-35B, aviões-espiões P-8 Poseidon e drones MQ-9 Reaper para a região, além de tropas de elite das forças especiais.
Trump vê nesta escalada contra Maduro uma vitória política dupla: reforçar a segurança interna, ao reduzir a entrada de drogas nos EUA, e fortalecer sua imagem de líder firme diante do “socialismo no hemisfério ocidental”.
O presidente claro pretende sobretudo tomar os negocios petroliferos que a eventual queda do presidente veneuzleano poderia abrir até nos minerais da Venezuela.