O presidente da AMAL lembra na TSF que "há três ou quatro anos o INEM voltou a ter delegação regional, um investimento em que o concelho de Loulé colaborou com o Estado, e criou todas as condições para ela se estabelecer". "Se isto é para [o Governo] ver até onde estica a corda é uma má forma de trabalhar", critica António Miguel Pina.
O autarca afirma que é preciso saber se é mesmo desta forma que pensa o Executivo de Luís Montenegro: "Isto de nos escondermos atrás de comissões técnicas não dá bons resultados (...) Terão a oposição de luta dos algarvios se quiserem fazer esta centralização."
António Pina, que é presidente da Câmara Municipal de Faro, acredita que a articulação entre serviços vai piorar substancialmente se esta reorganização avançar, nomeadamente "com a perda de conhecimento do território e da falta de coordenação com outras forças, como Proteção Civil e bombeiros (...) muitas vezes feita de contactos pessoais". "O Algarve não pode ter no verão o colapso da nossa emergência médica", acentua
Da falta agua àescoordenaçao sanitária… eis o governo das direitas!
A AMAL entende que qualquer alteração na estrutura, competências ou modelo de atuação do SNS, INEM, CODU ou Proteção Civil "terá um impacto direto na segurança e confiança das populações".
Na moção aprovada por unanimidade, os autarcas consideram "essencial" que o Governo "esclareça, de forma urgente, inequívoca e completa, o alcance das medidas em preparação e exige máxima transparência, diálogo institucional e o envolvimento das autarquias no processo".