No mesmo posicionamento, Lukamba Paulo destaca que a UNITA definiu formalmente 2026 como o “Ano da Consolidação da Ampla Frente Patriótica para a Alternância do Poder”, enquadramento político no qual se encontra em fase final de conclusão o Pacto Nacional de Transição.
Este instrumento, segundo explica, visa garantir que uma eventual alternância política ocorra com estabilidade institucional, continuidade do Estado e pleno funcionamento das instituições públicas.
Manifestou mo entanto preocupação com o surgimento de discursos que, no seu entender, privilegiam a exclusão em detrimento da construção de consensos nacionais.
Para Lukamba Paulo, algumas vozes no espaço cívico e político tendem a concentrar-se excessivamente na disputa sobre o papel que a UNITA deve ocupar num cenário de alternância, em vez de contribuírem para uma estratégia comum e mobilizadora.
Este tipo de abordagem pode fragilizar o objectivo maior da oposição democrática, o criar as condições políticas necessárias para uma alternância efectiva, sustentada numa frente ampla, coesa e capaz de responder às expectativas dos cidadãos.