Numa reflexão tornada pública esta semana, Lukamba Paulo considera que a UNITA se tem afirmado de forma consistente como facilitadora da defesa dos valores da democracia, da boa governação e do serviço à cidadania, assumindo-se como promotora de soluções nacionais inclusivas e de consensos alargados.

Diz-nos este antigo dirigente, que a dinâmica interna do partido, sobretudo após o XIV Congresso da UNITA, realizado em Novembro de 2025, reforçou a sua vocação histórica de unir as “forças vivas da Nação” no objectivo estratégico comum: uma mudança responsável, estruturada e pacífica no país.

No mesmo posicionamento, Lukamba Paulo destaca que a UNITA definiu formalmente 2026 como o “Ano da Consolidação da Ampla Frente Patriótica para a Alternância do Poder”, enquadramento político no qual se encontra em fase final de conclusão o Pacto Nacional de Transição.

Este instrumento, segundo explica, visa garantir que uma eventual alternância política ocorra com estabilidade institucional, continuidade do Estado e pleno funcionamento das instituições públicas.

Manifestou mo entanto preocupação com o surgimento de discursos que, no seu entender, privilegiam a exclusão em detrimento da construção de consensos nacionais.

Para Lukamba Paulo, algumas vozes no espaço cívico e político tendem a concentrar-se excessivamente na disputa sobre o papel que a UNITA deve ocupar num cenário de alternância, em vez de contribuírem para uma estratégia comum e mobilizadora.

Este tipo de abordagem pode fragilizar o objectivo maior da oposição democrática, o criar as condições políticas necessárias para uma alternância efectiva, sustentada numa frente ampla, coesa e capaz de responder às expectativas dos cidadãos.