O Governo não sabe "o que falhou" no apoio às populações atingidas pela depressão Kristin, que assolou o país no passado dia 28 de janeiro.

A primeira a assumi-lo foi a ministra da Administração Interna (MAI), na segunda-feira, em Alvaiázere, no distrito de Leiria.

Em declarações aos jornalistas, Maria Lúcia Amaral, disse não conseguir explicar "exatamente o que falhou", depois de questionada sobre o atraso no apoio às populações e o facto de as corporações de bombeiros só estarem agora a chegar ao terreno.

"Não sei o que falhou. Não posso dizer exatamente o que falhou. O sistema é complexo e é preciso ter em conta que as necessidades são muitas. Há aspetos múltiplos: comunicações, falta de energia. Tudo isso pode ter contribuído para que se sentisse a falta [de apoio] durante mais tempo", admitiu.

O problema que está por detras desta catastrofe centra-se no visao anti ecologica deste governo que despreza avisos como este do IPMA, Instituto Português do Mar e da Atmosfera, “… publicada a nota técnica sobre o vento extremo na tempestade Kristin, em 28 de janeiro de 2026.

Um núcleo depressionário que se formou e desenvolveu no bordo sul da tempestade Joseph, sofreu um processo de ciclogénese explosiva a oeste da costa ocidental portuguesa (com rápida e significativa diminuição de pressão atmosférica no seu centro), no período compreendido entre as 21 UTC de dia 27 e as 03 UTC de dia 28 de janeiro. Este núcleo foi nomeado pelo IPMA como tempestade Kristin.

Esta tempestade sofreu intrusão de ar estratosférico, bastante seco, que ao entrar na sua circulação condicionou e determinou as suas caraterísticas (Figura 1), que foram as de uma tempestade de vento. Trata-se de uma tempestade cujo principal impacto advém da força do vento. As correntes de ar seco vão evaporando e sublimando hidrometeoros (água e gelo), presentes na massa nebulosa, o que contribui para que se torrnem progressivamente mais frias, densas e, consequentemente, acelerem à medida que vão descendo. Em alguns casos, como no presente, essas correntes de ar podem alcançar a superfície junto à extremidade sul da massa nebulosa, onde produzem episódios de vento muito forte, em geral durante poucas dezenas de minutos, mas, frequentemente, bastante destrutivos. O formato do padrão identificável nas observações com satélite e radar meteorológico que se verificou, historicamente, estar associado à presença destas correntes de ar na referida extremidade levou a comunidade científica a designar o fenómeno como corrente de jato do tipo Sting (do inglês, ferrão), bem evidente no presente caso (Figura 2). Em geral, a área onde o vento mais forte ocorre, corresponde a um corredor relativamente estreito à superfície, da ordem de poucas dezenas de quilómetros.” (https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?y=2026&f=Tempestade_kristin_portugal_continental.html )

 

É mais que estrsnho o silencio de Maria da Graça Carvalho a ministra do Ambiente que nos surge com este curriculo,

 

“É licenciada em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, e Doutorada pelo Imperial College of Science, Technology and Medicine, no Reino Unido.”…

…”Foi fundadora de um grupo de investigação científica com 50 pessoas, intitulado Energia e Desenvolvimento Sustentável no Instituto Superior Técnico. Publicou mais de 100 artigos em revistas científicas internacionais e mais de 200 artigos em anais de conferências, além de escrever quatro e editar outros 17. Fundou e foi a primeira editora-chefe do "Clean Air – International Journal on Environmental Combustion Technologies"” )Gordon e Breach Publishers / Taylor & Francis), o que lhe deveria ter dado uma fi

formaçao com pelo menos maior sensibilidade para as questões ecologicas!

Mas tambem num país onde ambientalistas e ecologistas sao ainda a margem das margens feitos para breves noticias enche-papel e para serem condenados por irresponsáveis juizes como sucede com os e as da Climaximo que se espera?

No silencio da ministra do Ambiente  a da Administração Interna desdobra-se em esfarrapadas explicações sobre os  que integram o sistema de Proteção Civil que  "têm todo o cuidado em garantir a colaboração entre todos" e assegurou estar a trabalhar em conjunto com as autarquias "para que esse tipo de falhas ou faltas não aconteçam", sem ver a raiz fo problema - a crise global ambiental e o esforço essencial que ha em prevenir as suas consequências!

Tambem o neo liberal ministro da economia ( e da coesão territorial imagine-se! ) ao Jornal da Noite, na SIC Notícias , Manuel Castro Almeida, acabava por admitir o mesmo.

"Este Governo não se arroga ser um super Governo, capaz de impedir uma tempestade. Somos apenas um Governo que é responsável e que faz tudo o que pode para resolver os problemas", …. "Será fácil dizer que nem tudo foi perfeito, é bonito dizer. Mas se me perguntar assim: 'O que é que falhou?'. Eu também não lhe sei dizer".

Apesar das inúmeras queixas de falta de apoio, por parte da população e de autarquias, assim como o facto de milhares de pessoas continuarem sem eletricidade, com as casas destruídas e vidas desfeitas, enquanto lidam com mais uma semana de mau tempo, com a depressão Leonardo a caminho, a Proteção Civil considera que "não se justifica, de todo" ativar o Mecanismo da União Europeia.

Questionada sobre isso, a ministra da Administração Interna disse apenas que "a decisão política depende da fundamentação técnica e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil" e esta já exprimiu "qual é, neste momento, a sua avaliação técnica"- nao ha apoios europeus pars ninguem dads a decisao de meia duzia!

Para já, segundo Maria Lúcia Amaral, há um plano de ação conjunta para "acorrer às pessoas com maiores dificuldades" e para "prevenirmos a semana que aí vem".

"As previsões são de grandes agravamentos meteorológicos, sobretudo para a segunda parte da semana, e os riscos são risco de cheias de que todos ouviram falar", sublinhou, acrescentando que a "preocupação" agora é "evitar de todas as formas e com o contributo de todas forças de que o país dispõe" que ocorra uma nova calamidade.

Recorde-se que a ministra da Administração Interna tem sido criticada pela sua ausência no terreno, que veio a justificar afirmando que tem estado a trabalhar "em contexto de invisibilidade, no gabinete", como se viu s nao saber como o restante governo ler os comunicados do IPMA !

Algo que já tentou justificar: "Há muito trabalho que se faz em contexto de invisibilidade, no gabinete. Temos trabalho de informação, reflexão, planeamento e coordenação".

Por sua vez, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, apoiou as declarações de Maria Lúcia Amaral,

"O que a ministra diz, e acho que todos partilhamos, é que a situação é brutalmente complexa. É uma tempestade sem precedentes", afirmou em entrevista à CNN Portugal.

"Também diz que há um momento de avaliação - que não é este. Este é um momento de ação, este é o momento de respostas", acrescentou.

António José Seguro defendeu que o Estado tem de ser mais eficiente na resposta às pessoas em situações de crise como a que a depressão Kristin causou.
"Nós temos de garantir que o Estado não falta às pessoas, que não as abandona", afirmou o candidato às presidenciais na Grande Entrevista da RTP, exemplificando que isso acontece mesmo em "tempos normais", designadamente com "pessoas que vivem longe dos grandes centros".

"E isso aconteceu nesta catástrofe. Ainda hoje nós temos pessoas que não têm água, que não têm energia elétrica - e não estamos a falar de tão poucas pessoas quanto isso", frisou. "O Estado tem de ser mais eficiente na resposta para garantir que as pessoas, passado a catástrofe, tenham as suas consequências minoradas."

Na ótica de Seguro, a articulação entre o poder local e o poder nacional "perdeu alguma fluidez", mas hoje há meios que permitem mapear e identificar mais rapidamente os danos ou as estradas que estão intransitáveis.

"O Estado tem de ser mais eficiente na resposta às pessoas", insistiu.

Por outro lado, António José Seguro garantiu que tudo fará para que o assunto não caia no esquecimento porque "muitos destes municípios já foram flagelados pelos incêndios e agora são flagelados por esta tragédia".

"Isto não pode sair daqui sem que se tirem ilações e consequências para o futuro", defendeu, insistindo que as repostas têm de ser "mais rápidas e mais eficientes".

"Quero que este assunto não saia da agenda política do nosso país. Há sempre uma tendência para esquecer e eu não quererei. No que depender de mim, não quererei que este assunto saia da agenda política", repetiu.

A passagem da depressão Kristin por Portugal, já matou  10 pessoas, slgumas durante a tempestade, outras posteriormente, a tentarem minimizar os efeitos do mau tempo, a falta de eletricidade e os danos provocados nas suas casas.

Milhares de pessoas continuam sem energia elétrica e outras tantas veem as suas casas destruídas e os aonda incontaveis  danos provocados pela tempestade do passado dia 28 de janeiro serão de muitos milhões de euros.