Jacques Rodrigues tem uma dívida total de 36,7 milhões de euros, segundo a lista provisória de credores.
Na análise efetuada ao recurso do empresário, o TRL deixou claro que "nada foi alegado que permita a revogação da sentença recorrida".
Jacques Rodrigues alegara que "foram penhorados bens suficientes para o pagamento do crédito invocado,não sendo o processo de insolvência o meio processual adequado para obter a satisfação do crédito, e que não se encontra em situação de insolvência" tendo reslçafo que "tem um ativo superior ao passivo".
O TRL não acolheu estes argumentos e manteve a insolvência pessoal do empresário.
A falência pessoal de Jacques Rodrigues foi requerida pela Ares Lusitani, após várias tentativas sem sucesso para recuperar o crédito que comprara ao NB e dizia respeito a uma empresa do Grupo Impala.
O crédito em causa foi concedido pelo NB à Impalagest, em outubro de 2014, no valor de 2,1 milhões de euros.
Como garantia do pagamento deste crédito, entre outras garantias, Jacques Rodrigues foi avalista de uma livrança em branco subscrita pela Impalagest.
O Ministério Público e a Polícia Judiciária fizeram buscas a Jacques Rodrigues, em março de 2023, num inquérito em que era suspeito de ocultar a dissipação de património em prejuízo dos credores do Grupo Impala.
Em causa, estava a suspeita de ocultação de dissipação de património no valor de quase 100 milhões de euros
No acordo feito com a Ares Lusitani em dezembro de 2021, o empresário deu as hipotecas de três imóveis para garantia do
pagamento da dívida: a moradia na Quinta da Marinha, a moradia em Casével, Santarém, e um imóvel em Albufeira
De acordo com a lista provisória de credores, Jacques Rodrigues acumula dívidas que ascendem a 36,7 milhões de euros.
O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou a insolvência pessoal de Jacques Rodrigues, 86 anos, empresário conhecido como o “barão da imprensa cor-de-rosa” e proprietário do grupo Impala.
A decisão, tomada no final de maio, rejeita o recurso apresentado pelo empresário contra a sentença de insolvência decretada em primeira instância, em dezembro de 2024.
Segundo o acórdão, os juízes consideraram que “nada foi alegado que permita a revogação da sentença recorrida”, mantendo assim a decisão que reconhece a situação de insolvência pessoal do empresário, escreve o “Correio da Manhã”.
O grupo Impala, proprietário de revistas como “TV7 Dias” e “Nova Gente”, foi fortemente afetado pela crise do mercado das revistas impressas, pela quebra das vendas em banca e pela redução das receitas publicitárias e várias empresas ligadas ao universo Impala acumularam dívidas significativas junto da banca.
Foi precisamente um crédito concedido à Impalagest, empresa do grupo, que acabou por estar na origem do processo que levou à insolvência pessoal de Jacques Rodrigues enquanto avalista.
Apesar destes problemas, a Impala continua a existir e algumas das suas publicações mantêm-se em circulação.
O que está em causa é sobretudo a situação financeira do grupo e a responsabilidade pessoal do seu fundador e principal acionista perante os credores.
A Impala continua a publicar várias das suas marcas históricas, apesar das dificuldades financeiras e dos processos de insolvência.
A própria loja oficial da editora mantém ativas assinaturas e edições em papel e digital de várias revistas como
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