Enfim mais um pedido de desculpas que a Direita deve aos trabalhadores e aos seus movimentos!

Disse Tiago Oliveira lider desta central sindical, "A CGTP vai convocar hoje, no 1.º de Maio, todos os trabalhadores para aderirem a uma grande greve geral no próximo dia 03 de junho".

"Vamos realizar uma grande greve geral. Vamos continuar a trilhar este caminho de denúncia, mas também de luta por uma vida melhor. Vamos continuar a trilhar este caminho de exigência da retirada do pacote laboral".

Mas estamos no 1.o de Maio!

E por isso lembremos as greves gerais de 1886 em Chicago, EUA, onde milhares de trabalhadores exigiram uma jornada de 8 horas. A violenta repressão policial que resultou em mortes, conhecida como a Revolta de Haymarket, levou à consagração da data em 1889 pela Segunda Internacional Socialista como um dia de luta global.

Este vídeo explica a história por trás do Dia do Trabalhador:

Pois a CGTP e a UGT vao comemorar o 1.o de maio onde esperam hoje a participação de dezenas de milhar de trabalhadores nas multiplas  iniciativas que têm preparadas  em todo o país

Entretsnto a  CGTP, via o seu secretário-geral, Tiago Oliveira, convocou hoje uma greve geral para 3 de junho. "A CGTP vai convocar hoje, no 1.º de Maio, todos os trabalhadores para aderirem a uma grande greve geral no próximo dia 3 de junho".

Para assinalar o 1.º de Maio as duas centrais têm dezenas de iniciativas previstas de Norte a Sul do país, desde intervenções político-sindicais, 'workshops', corridas e momentos sindicais.

“Temos mais de 33 iniciativas em todas as regiões do país, que vão contar com milhares de trabalhadores e têm objetivos concretos, que são denunciar as dificuldades com que os trabalhadores se deparam, a brutalidade do aumento do custo de vida, do cabaz alimentar dos preços dos combustíveis e falta de resposta e a inércia do Governo perante isto", adiantou à Lusa o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira.

A luta será sobretufo pela "derrota do pacote laboral" e antecipou "ruas, praças e avenidas repletas de trabalhadores", dando seguimento aos últimos nove meses de luta até porque segundo o  seu conselho nacional  perante a dimensão do ataque, maior terá de ser a resposta.

A partir das 14h40, haverá um desfile entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, onde será promovido um comício sindical, que terá como orador principal Tiago Oliveira.

Já na Avenida dos Aliados, no Porto, haverá uma manifestação, a partir das 15h00, e está prevista a intervenção do coordenador da União de Sindicatos do Porto e membro da Comissão Executiva da CGTP, Filipe Pereira.

Por sua vez, a UGT vai assinalar do 1.º de Maio com um conjunto de iniciativas no Centro Desportivo Nacional do Jamor, em Oeiras.

Este ano ha às negociações em torno do pacote laboral.

"Estamos a pensar reiterar a nossa proposta que foi entregue e que o Governo conhece bem. É uma proposta de alteração ao Código de Trabalho. Há matérias que constam da nossa resolução em que pouco ou nada se evoluiu e estão a condicionar o acordo", apontou.

Entre os pontos enumerados na resolução da UGT estão a manutenção da reintrodução do banco de horas individual, a não aplicação de convenções coletivas aos trabalhadores em 'outsourcing', a manutenção da generalização dos serviços mínimos da greve e das restrições à atividade sindical.