O secretário-geral adjunto da UGT, Sérgio Monte, volta a deixar aberta a porta do diálogo, afirmando que agora "a bola está do lado do Executivo".
Mas o essencial foi ter defendido no Fórum TSF de hoje sexta-feira 10.04 que o processo negocial deve ser acolhido na Comissão Permanente de Concertação Social, que é a "sede própria".
"Não é que nós sejamos contra os contactos bilaterais, nem contra essas reuniões; tudo bem, participámos nelas todas, sempre que fomos convocados, mas achámos que agora o processo deveria transitar para a concertação social, que é o órgão próprio, e será ali que será sempre tomada uma decisão dos parceiros sociais", argumenta.
Sérgio Monte retomou as críticas à proposta do Governo para a pseudo reforma laboral, mencionando desde logo a insistência no banco de horas individual, que permitiria a muitas empresas "evitarem o pagamento de trabalhos suplementares". Para o secretário-geral adjunto da UGT, "não é por acaso" que, logo na matéria seguinte a esta medida, está a proposta de aumentar o número de horas de trabalho suplementar de 200 para 300. E vinca que há diferenças entre este modelo e o banco de horas negociado entre os sindicatos e as empresas, e até o banco de horas grupal, que preferia ver serem adotados.