Rutte reuniu com Trump à  porta fechada ( vá lá para nao se repetir a “cena zelensky”) uma visita há muito planeada que rapidamente se transformou em uma missão de sobrevivência desde que o presidente dos EUA ameaçou repetidamente abandonar a aliança porque países como Espanha e França se recusaram a apoiar o conflito EUA-Israel com Teerã, que alcançou um frágil cessar-fogo. 

Segundo dois funcionários europeus que foram informados sobre as negociações Trump usou a reunião na Casa Branca como uma sessão de desabafo para expressar sua frustração com a recusa da Europa em participar da operação contra o Irã.

“Foi um desastre”, disse o primeiro funcionário europeu. “A conversa não passou de uma enxurrada de insultos.” Trump “aparentemente ameaçou fazer praticamente qualquer coisa”.

Trump também relevou  que estava a considerar opções de represálias mas não deram  em detalhes.

O presidente dos EUA deu aos presentes a impressão de que queria ações concretas dos aliados para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz o mais rápido possível.

No entanto, um funcionário da Casa Branca afirmou que o presidente não fez nenhuma exigência à aliança em sua conversa com Rutte.

“Como o presidente Trump disse ontem, a Nato foi testada e falhou”, disse o funcionário da Casa Branca. “Ele não tem nenhuma expectativa em relação à Nato neste momento e não pediu nada a eles, embora seja um facto que eles se beneficiem muito mais do Estreito de Ormuz do que os Estados Unidos.”

… e voltou à tese de tomar a Gronelandia!

Já Mark Rutte, secretário-geral da Nato, veio de mansinho afirmar que duck Trump ficou "claramente desapontado" com a recusa dos aliados dos EUA em se juntarem à guerra contra o Irão, e  à CNN após seu encontro privado com o presidente dos EUA, Rutte recusou-se a dizer diretamente se Trump mencionou a sua ameaça de se retirar da aliança militar por causa da guerra com o Irao mas descreveu a conversa como uma discussão "muito franca e muito aberta" entre "dois bons amigos".

 

https://youtu.be/xkXhbE3CoUg