O secretário da SEATOU, Germano Santa Brites Dias, disse que em Díli há muitas comunidades que ocupam casas portuguesas, como em Motael perto do Jardim 5 de Maio.

“Primeiro vamos identificar quem ocupa casas e terrenos da época portuguesa para que possam ser realocados dessas áreas”, disse ele.

Depois da identificação dos locais, será estabelecido um diálogo com as comunidades ocupantes para encontrar soluções.

“Atualmente, estamos a concentrar a nossa atenção nas comunidades que ocupam casas portuguesas”, sublinhou.

Afirmou ainda que essas comunidades estão dentro do público-alvo da SEATOU.

O Chefe do Suco de Motael, Luís António Gusmão Viegas, disse que em Motael existem duas aldeias, Halibur e Liru, cujas comunidades ocupam casas e terras dos períodos português e indonésio.

“As comunidades nessas duas aldeias são compostas por cerca de 300 famílias que ocupam essas casas e terras”, disse ele.

Ele observou que as casas dos períodos português e indonésio são consideradas propriedade do Estado e, quando o Estado exige que sejam desocupadas, elas devem cumprir a ordem.

“Como autoridades locais, já informamos as comunidades, e elas agora aguardam que o governo tome alguma providência”, disse ele.

Ele acrescentou que é importante dialogar com as comunidades e garantir condições adequadas para elas, visto que essas comunidades incluem idosos, crianças e gestantes.