O Fundo ja apoiou mais de 600 organizações comunitárias e agiu  positivamente na vida de cerca de 260 mil pessoas, com investimentos em produção sustentável, ordenamento territorial e melhoria das condições de vida dos povos que vivem da floresta.

A data  foi celebrada  com representantes indígenas, comunidades tradicionais, governos estaduais, sociedade civil e União.

Sob o tema “Raízes e Rumos: O que aprendemos. O que queremos. O que construiremos juntos”, o encontro destacou resultados e perspectivas da iniciativa, que hoje apoia 139 projetos ativos na região.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, realçou  o papel do fundo como instrumento de união entre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

“O Fundo Amazonia é um instrumento fundamental para preservação do meio ambiente. E, nesses 17 anos, mostrou que é possível unir preservação com desenvolvimento sustentável e melhoria de vida para as populações da Amazônia”, afirmou. “Nosso compromisso é seguir atuando com transparência e resultados concretos, para que a floresta continue de pé e gerando oportunidades para quem vive nela e dela”, completou.

Desde sua criação, o Fundo Amazonia, gerido pelo BNDES sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente, teve mais de R$ 5,5 biliões aprovados em mais de 130 projetos, com mais de R$ 2,5 biliões já desembolsados.

Entre as ações apoiadas estão programas de monitoria ambiental, combate a incêndios florestais, regularização fundiária e fortalecimento da bioeconomia.

Após a retoma em 2023, o fundo incorporou 38 novos projetos no Plano de Prevenção e Combate ao Desmatamento da Amazônia Legal (PPCDAm) e outras políticas públicas.

Esses projetos incluem a restauração ecológica de 15 mil hectares, o apoio a 74 terras indígenas e o fortalecimento dos Corpos de Bombeiros dos nove estados da Amazonia Legal.

Além de Noruega, Alemanha e Petrobras, o Fundo Amazônia passou a contar com novos doadores, como Reino Unido, Estados Unidos, Dinamarca, Suíça, Japão e Irlanda, somando R$ 1,5 biliões em novas doações desde 2023.

No estado do Amazonas, o fundo destinou R$ 277 milhões a 13 projetos, como o Prospera Amazonia, que atua em 16 unidades de conservação e cinco terras indígenas, e o apoio à Polícia Federal no combate a crimes ambientais e no rastreamento da origem do ouro.

Os recursos do fundo também têm sido aplicados em projetos de criação de rendimentos, segurança alimentar e capacitação de comunidades locais, além de ações de prevenção e combate a incêndios nos biomas Cerrado e Pantanal, que fazem fronteira com a Amazônia Legal.

Criado em 2008, o Fundo Amazônia é considerado um modelo internacional de financiamento climático baseado em resultados, combinando o combate ao desmatamento com políticas de desenvolvimento sustentável.

O BNDES é responsável pela captação, gestão e monitoria dos projetos, que passam por auditorias externas e independentes de compliance e desempenho.