O chefe de Estado recordou uma entrevista do presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, em que este refere que "no Alentejo todas as misericórdias têm seis a sete nacionalidades diferentes".
"São elas e eles, muitas das vezes em silêncio, que sustentam o que seria um colapso social sem a sua presença. São estas pessoas, nacionais e imigrantes, a quem devemos também uma palavra de agradecimento e reconhecimento pelo seu trabalho, muitas das vezes pouco reconhecido socialmente, mas também pela sua dedicação, pelo seu cuidado, pelo seu amor e compromisso com os utentes, que vai muito para além do que se pode exigir num emprego", disse.
Sublinhando que são as misericórdias que "continuam a estar onde por vezes o Estado chega tarde, chega pouco ou simplesmente não está presente", António José Seguro sublinhou o peso daquelas instituições no emprego, na saúde e nas respostas sociais.
"Os números falam por si e precisam de ser ditos, porque raramente são referidos juntos. Menciono apenas alguns: 388 misericórdias, 158 mil pessoas apoiadas por dia. 52 mil trabalhadores, 21 hospitais, 508 estruturas residenciais para idosos, 399 creches e estabelecimentos de pré-escolar, 192 unidades de cuidados continuados", apontou.
As misericórdias são pois "uma espinha dorsal da solidariedade" em Portugal.
"É o país que funciona onde, com frequência, as misericórdias são a única instituição que tem uma política de proximidade. E é, em muitas localidades do interior do nosso País, a principal fonte de emprego", disse ainda.
Lembremos entao os salários nas Misericórdias que variam substancialmente consoante a região, o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e a dimensão da instituição. Globalmente, o salário base de entrada reflete o setor social:
Na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), por ter contratos específicos (AE - Acordo de Empresa), a remuneração é superior à média do setor e varia consoante a função:
Pois é esta população que é marginalizada no salario e nas condições de habitação e vida que leva às costas com os estigmas que as direitas cheganos, il’s, cds’s e psd’s impõem numa cultura xenofoba e racista que esconde a real mestiçagem portuguesa e as más condições de vida dos trabalhadores portugueses que os levam à emigração!
E diz-se esta direita- imagine-se!- catolica ou cristã !