SPIEF26, o Fórum Economico Internacional de São Petersburgo

O SPIEF26 é uma plataforma de diálogo entre Estados, empresas e a comunidade de analistas, onde serão formuladas soluções práticas que promovam um  crescimento sustentável e fortaleçam a cooperação internacional. 

Enfim o Fórum Economico Internacional de São Petersburgo (SPIEF) é um evento único no mundo dos negócios e da economia.

Realizado desde 1997, o SPIEF conta, desde 2006, com o patrocínio do Presidente da Federação Russa, que também participa de todas as edições.

Ns últimos 24 anos, o Fórum consolidou-se  como uma plataforma global de referência para que membros da comunidade empresarial se encontrem e discutam as principais questões econommicas que afetam a Rússia, os mercados emergentes e o mundo como um todo.

A  edição de 2025 mostrou  a importância do evento: delegações de 144 países e regiões participaram, e foram assinados 1.116 contratos, totalizando mais de 6,5 triliões de rublos, com destaque para tecnologias avançadas, desenvolvimento de infraestrutura, energia, proteção ambiental e cooperação internacional.

No evento de 2026 a decorrer representantes de mais de 130 países e territórios confirmaram presença.

Entre os convidados, estão previstos lideres governamentais, organizações internacionais, representantes do setor empresarial e da comunidade especializada e científica.

Tambem cerca de 20.000 convidados são esperados para participar neste  evento de três dias o encontro anual frequentemente descrito como o “Davos russo”.

O evento deste ano começou na quarta-feira

Horas antes da chegada dos delegados à cidade, drones ucranianos atacaram instalações de energia em São Petersburgo e arredores, segundo autoridades russas e ucranianas.

Os ataques, que ocorreram a aproximadamente 16 km do local do fórum, interromperam temporariamente as operações no aeroporto da cidade, embora a conferência esteja prosseguindo conforme o planeado.

O SPIEF tornou-se muito mais do que uma conferência econômica para Moscou.

À medida que governos ocidentais e muitas empresas multinacionais se distanciaram da Rússia desde a invasão da Ucrânia em 2022, o fórum emergiu como uma vitrine dos esforços do Kremlin para estreitar laços com países do Sul Global.

A participação permaneceu expressiva apesar do isolamento diplomático da Rússia na Europa e na América do Norte, com autoridades a apresentar o encontro como prova de que Moscovo mantém parceiros internacionais além do Ocidente.

O que é o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo?

O primeiro SPIEF foi realizado em junho de 1997, durante um período em que a Rússia pós-soviética buscava investimentos estrangeiros e uma maior integração com a economia global.

O fórum anual foi concebido para atrair investidores e projetar a imagem de um país aberto a negócios após o colapso da União Soviética.

Ao longo de quase três décadas, ele se tornou um dos eventos internacionais mais importantes da Rússia.

Embora investimentos e negócios continuem sendo temas centrais, o fórum tem se tornado cada vez mais uma plataforma para Moscovo apresentar sua visão da ordem global e cultivar laços políticos no exterior.

O programa combina debates  sobre investimentos e outros  políticos.

As sessões deste ano abrangem desde mercados de energia e inteligência artificial até à guerra da informação e influência dos  media.

Um painel, com a participação da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, tem o título: “Suas palavras são como balas: como a informação se transformou na arma mais poderosa da era moderna”.

Um desenvolvimento notável este ano é a presença de uma delegação oficial dos EUA, a primeira participação desse tipo num importante fórum de investimentos russo desde antes da guerra na Ucrânia.

O presidente duvk Trump nomeou Rodney Mims Cook Jr., presidente da Comissão de Belas Artes dos EUA, como seu representante no evento.

Espera-se que Cook participe de uma sessão intitulada “Rússia-EUA: um diálogo cultural”.

A Câmara Americana de Comércio na Rússia e a Fundação Roscongress também estão a organizar um fórum de negócios focado na potencial cooperação entre empresas russas e americanas.

Outros nomes esperados incluem o presidente do Uzbequistão, Shavkat Mirziyoyev, a presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, e o vice-presidente da China, Han Zheng, informou o assessor de política externa do Kremlin, Yury Ushakov, à imprensa na terça-feira.

Espera-se que Han se encontre com Putin separadamente em 6 de junho.

O país convidado do SPIEF este ano é a Arábia Saudita, que enviará o Ministro da Energia, Príncipe Abdulaziz bin Salman Al Saud, disse Ushakov.

O evento também atrai uma mistura de ex-líderes mundiais e personalidades controversas da media, com participantes como o ex-chanceler alemão Gerhard Schroder, o ator e antigo apoiante  de Putin, Steven Seagal, a comentarista conservadora americana Candace Owens e as personalidades de extrema-direita das redes sociais Andrew e Tristan Tate, ambos alvos de alegações de tráfico de pessoas, estupro e crime organizado na Romênia, bem como de uma série de alegações no Reino Unido.

O bilionário alemão do retalho  Thomas Bruch, proprietário da Hyperglobus, deverá participar de discussões sobre investimentos alemães na Rússia.

Os organizadores do fórum afirmam que aproximadamente 1.800 empresas alemãs continuam a operar  no país, apesar da deterioração das relações entre Moscou e Berlim

O Kremlin também convidou líderes e ministros de países com os quais mantém laços estreitos, além de autoridades da Bielorrússia, Cuba e Arábia Saudita.

O SPIEF é um dos eventos mais acompanhados de perto no calendário político russo, com o presidente Putin quase sempre presente e a proferir  o discurso de abertura do fórum.

Ele costuma usar a ocasião para delinear as prioridades economicas da Rússia, mas também sua posição sobre os desenvolvimentos regionais, oferecendo uma visão de suas ambições em política externa.

As sanções ocidentais e a perda de muitos mercados europeus forçaram a Rússia a redirecionar o comércio e o investimento para novos parceiros na Ásia, África e América do Sul.