O mesmo será parte integrante do megaprojeto Neom, avaliado em 500 mil milhões de dólares ( o OE de Portugal 2025 ronda os 120 mil milhoes por comparação)!
O mega projeto está a surgir numa área anteriormente desértica ambição do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.
Entre 2019 e 2024, a zona passou a albergar um palácio de grandes dimensões, heliportos, jardins meticulosamente desenhados, imenso campo de golfe, lagoas artificiais, estradas ladeadas por árvores e diversas villas.
A intervenção de grande escala demonstra o poder financeiro e político envolvido na execução de Neom.
O desenvolvimento do palácio é um reflexo claro da Visão 2030, o plano estratégico liderado por Mohammed bin Salman com o objetivo de reduzir a dependência do petróleo e diversificar a economia saudita.
Assim a grandiosidade do projeto surge num momento delicado para as finanças do país com os preços do petróleo a caírem de mais de 80 dólares por barril em janeiro para cerca de 60 dólares recentemente — valor abaixo do ponto de equilíbrio orçamental do reino —, as perspetivas económicas tornaram-se mais incertas.
Tal força muitas empresas a prepararem-se para tempos difíceis, numa altura em que o projeto Neom continua a consumir recursos consideráveis.
Neom representa a tentativa mais ambiciosa da Arábia Saudita para remodelar a sua economia, apostando em setores como o turismo, a tecnologia e a inovação.
Entre os seus componentes mais emblemáticos está The Line, uma cidade linear de 170 quilómetros, projetada para funcionar sem automóveis, com zero emissões de carbono e movida a inteligência artificial.
O The Line tem enfrentado atrasos significativos e custos crescentes. Até 2030, espera-se que apenas uma pequena parte da cidade esteja concluída.
No mês passado, Giles Pendleton, diretor de operações do projeto, divulgou novas fotografias aéreas que mostram a infraestrutura básica a emergir do deserto.