A bacia hidrográfica do Barlavento Algarvio destacou-se ao quase triplicar a sua capacidade de armazenamento, passando de 20,7% em fevereiro para 57,5% em março.

Apesar deste aumento expressivo, continua a ser a bacia com menor volume de água armazenada.

De acordo com os dados do SNIRH, das 60 albufeiras monitorizadas, 50 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total, e apenas uma registou valores inferiores a 40%. As bacias do Tejo e do Guadiana lideram em termos de volume de água armazenada, com 97,3% e 96,9%, respetivamente.

Contudo, apesar destes números animadores, é crucial manter uma gestão sustentável dos recursos hídricos. Estudos recentes alertam para o impacto das alterações climáticas nas reservas de águas subterrâneas da Península Ibérica. Prevê-se que, até ao final do século, 40% dos poços possam sofrer uma diminuição do nível freático superior a um metro, sendo a evaporação, devido ao aumento das temperaturas, um fator determinante.

Em resposta a estes desafios, o governo português lançou o plano "Água que Une", que prevê a construção de 14 novas barragens, com um investimento estimado de cinco mil milhões de euros. Este plano visa reforçar a capacidade de armazenamento de água e garantir a resiliência hídrica do país face às mudanças climáticas.

A gestão eficiente e sustentável dos recursos hídricos é essencial para assegurar a disponibilidade de água para as gerações futuras. Como afirmou Benjamin Franklin: "Quando o poço seca, sabemos o valor da água."

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