No entanto Mário Mourão afirma que "ainda há matérias por esclarecer" e que um acordo sobre as alterações à lei laboral "está longe"
Enfim nao dá para acreditar nesta “concertação social “
A ministra do Trabalho disse hoje quinta-feira, 16.04, entende sabe-se lá porquê que pode encerrar o processo negocial sobre as alterações à lei laboral com um acordo….
Seria nos próximos dias", esse final restando "apenas pequenas afinações para fazer".
So que, a UGT considerou que o acordo ainda "está longe" de ser alcançado.
Para a ministra do Trabalho o encontro serviu "partilhar com todos os parceiros sociais a última versão" sabrndo-se que a CGTP teve somente a versão inicial do anteprojeto, apresentada em 24 de julho de 2025.
Para esta dita ministra a última versão contempla "todas as matérias que foram pré-consensualizadas" nas reuniões técnicas que têm decorrido entre Governo, UGT e as quatro confederações empresariais e considerou que estão reunidas as "condições" para "encerrar este processo negocial".
Palma Ramalho confirmou que vai reunir-se com a UGT e patrões para "pequenas afinações".
Já Mário Mourão disse, que retira de uma primeira observação que "ainda há matérias por esclarecer", nomeadamente sobre jornada contínua, outsourcing e banco de horas.
"Estamos longe de um acordo", admitiu.
Questionado sobre a alegada reunião entre patrões e UGT antes do início da Concertação Social denunciada pela CGTP esta quinta-feira, Mário Mourão disse que "entende" a crítica, mas recusou que tenha existido qualquer encontro paralelo.
"Fomos chamados para ir ali a um gabinete, onde estivemos a falar sobre se continuava a haver disponibilidade [para continuar negociações]. Não houve uma reunião, fomos chamados no sentido de ver se continuávamos disponíveis. Depois das declarações de que alguns elementos empresariais fizeram, a UGT apenas e sempre manifestou que a negociação devia ser no âmbito da Concertação Social, onde estavam todos os parceiros representados", esclareceu.
Ja s CGTP denunciou esta quinta-feira aquilo que apelida de "simulacro" de negociação da legislação laboral, indicando que a ministra esteve reunida com os líderes patronais e UGT antes da reunião de Concertação Social começar, deixando a central sindical de fora.
É tempo de se pôr na ordem esta ilegalidade srs juizes!