"Entre distopia, sátira social e ficção científica, 'R.U.R.' antecipa debates contemporâneos sobre automação e desumanização tecnológica", acrescenta o texto.
A peça "R.U.R. - Rossumovi univerzální roboti", no original, teve estreia portuguesa em 1962, pelo Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra (CITAC), no âmbito do 1.º Festival Gulbenkian de Teatro, com o título "Manufatura Universal de Autómatos, SARL".
O CITAC iniciou a sua atividade em 1956 tendo desenvolvido uma atividade comprometida social e culturalmente no domínio do teatro, apesar das fortes restrições à criação cultural salazarenta e onde participou por exemplo Helder Costa!
Segundo a base de dados do Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a peça seria retomada em 2010 pelo artista multidisciplinar Leonel Vieira, com os seus robôs, sob o título "RUR - o nascimento do robô".
"R.U.R. - Robots Universais Rossum", pelo Grupo de Teatro da Nova (GTN) fica em cena hoje e sexta-feira, a partir das 21h30, no Teatro da Comuna, em Lisboa.
A nova produção reúne um elenco composto por Gonçalo Vale, Inês Silva, Inês Sousa, Joana Garcia, Joana Henriques, José Parreira, Leonor Rocha, Mariana Carrilho, Margarida Noivo, Valentina Chavez e Vicente Gerner.
O espectáculo está integrado no trabalho desenvolvido pelo Grupo de Teatro da NOVA, estrutura ligada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que se define como "espaço de criação e experimentação artística no panorama universitário português".
"O jogo fatal do amor" e "Comédia de insetos" contam-se entre as peças de Karel Capek (1890-1938) já apresentadas em palcos portugueses.
Do autor, em Portugal, estão publicados títulos como Capa do artigo "A Fábrica do Absoluto" e "A Guerra das Salamandras", pela Antígona, "Dachenka ou a Vida de Um Cachorrinho", com a chancela Alfabeto.