Contudo, recordou que, por proposta sua, foi aprovada a "criação de um código de ética com uma comissão que tem a responsabilidade de aplicar esse código de ética a todos os aqueles têm funções de responsabilidade no PS e também que são eleitos em nome do partido socialista".
"Nós temos naturalmente [a noção] de que estamos na vida pública. Temos que ter atitudes, comportamentos transparentes e temos que ser os primeiros aliados da legalidade", asseverou.
O socialista admitiu ainda que o partido terá de "avaliar se foi ou não posto em causa o interesse do próprio PS enquanto instituição nacional", notando, contudo, que a investigação judicial ainda está em segredo de Justiça.
Recorde-se de que a Polícia Judiciária (PJ) lançou uma megaoperação que visou o PS na quinta-feira, culminando na detenção de quatro pessoas foram detidas por suspeitas de crimes económico-financeiros e uma quinta foi apanhada em flagrante por posse ilegal de arma.
Segundo uma nota do Ministério Público enviada às redações, estão em causa "procedimentos de ajuste direto ou de consulta prévia, em clara violação das normas legais aplicáveis e com evidente prejuízo para o erário público", entre 2016 e 2022.
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, exigiu hoje "comportamentos irrepreensíveis" nos planos éticos, morais e legais a quem tem
"É um momento de tristeza para todos os militantes, é bom que todos tenham consciência que quando desempenham funções em nome do PS estão a representar uma massa humana de muitos milhares de pessoas, são quase 100 mil militantes e estão a representar muitos simpatizantes por todo o país", reagiu José Luís Carneiro, a propósito da operação 'Imergente' da Polícia Judiciária.