Entretanto, nos bastidores, ganha força a possibilidade de os socialistas admitirem romper o diálogo com o Governo caso não haja entendimento quanto à nomeação dos juízes do Tribunal Constitucional — um sinal claro de endurecimento político num momento sensível.
Após uma vitória expressiva, com mais de 95% dos votos, José Luís Carneiro comprometeu-se a respeitar a diversidade de opiniões e a pluralidade interna do partido. Resta agora perceber se essa promessa se traduzirá numa verdadeira cultura de abertura… ou se ficará confinada ao plano das intenções.
Ora será a comissão nacional, na primeira reunião, a aprovar o novo secretariado e a comissão política e José Luís Carneiro conta com Fernando Medina, Duarte Cordeiro - que não vão estar no congresso por estarem fora do país - ou Mariana Vieira da Silva, restando saber se os convites, desta vez, vão ser aceites.
Carlos César, continuará presidente do partido, lugar que ocupa desde 2014, pela mão de António Costa, quando sucedeu a Maria de Belém.
Manteve-se com Pedro Nuno Santos, de quem era próximo, e vai voltar a ver o seu nome aprovado em Viseu.
Na moção com que se apresenta aos militantes, José Luís Carneiro admite convergências com o Governo nas áreas de soberania - "política externa, europeia e de defesa nacional; justiça e administração interna" - e desafia mesmo Luís Montenegro "a resistir ao "canto da sereia" da extrema-direitae a "não se desviar da matriz do Portugal atlantista e europeísta" o que mais e mais e por causa do Trumpismo pouco significado tem
Se só existe uma moção de estratégia global, há várias setoriais e entre estas reslça-se a subscrita pel deputado Miguel Costa Matos, e o dirigente Pedro Costa, que lança o repto a José Luís Carneiro para que salte de cima do muro do "nim" e assuma oposição ao Governo.
"As pessoas respeitam uma posição moderada, sensata e realista. Não respeitam uma posição indecisa, cheia de "ses", "mas" e outros condicionalismos", lê-se no documento a que a TSF teve acesso.
Pedro Costa garantiu, em declarações à TSF, que o objetivo dos subscritores "não é fazer sombra a ninguém", mas "este é o momento de construir uma nova plataforma, o momento de, com tempo, pensar no futuro".
Ha ainda uma dita "oficina do futuro" onde smpatizantes e independentes vão poder colocar questões a vários protagonistas e deixar sugestões para o rumo do PS nos próximos dois anos.