Duro nao é? A ultima a acusaçao sem direito á defesa ( tal qual o fascismo) veio da ONU, da UE e do Estado português sempre submisso às ditas instâncias!
Quase dois anitos para morrer à fome nao fossem familiares amigos socios que me deram a capacidade de sobrevivência.
Grato a eles, à familia sobretudo, mas a Guilherme Oliveira Martins, Joao Soares, a Miguel Valente e a todos os que nao mudaram de passeio quando me viam!
Era humilhante ver tal!
Em Angola em 1992 na Paz de Bicesse quando ia fazer a reportagem da missa papal com Joao Paulo II para o Terra Angolana, da UNITA fui preso e la estive na prisao por mais uma semana
Sei pois o que é ser preso e perseguido politico vivi tal nao como um conceito academico mas no contexto da luta pela democracia em que sempre participei vida fora!
Para ajudar vejamos as,
Principais Caraterísticas de um Preso Político (Amnistia Internacional):
E ainda os principais critérios definidos pela ONU para caracterizar essa condição de preso politico incluem:
A ONU, através do seu Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária e de relatórios de Direitos Humanos, monitoriza casos em diversos países, como a Venezuela e outros cenários de perseguição política, avaliando se as detenções violam o direito internacional.
Bem… apesar dos meus inumeros protestos dela nem um ola recebi….
Vejamos agora os “presos politicos na cabeça dos direitinhas, em Portugal,
28 de setembro de 1974 - 300 pessoas que na realidade tentaram um golpe politico militar contra uma nascente e bem pacifica revoluçao que na altura tinha um inocentes 5 meses!
No contexto atual seriam considerados terroristas ja que entre eles surgiram até armas
11 de março de 1975 - um golpe militar que se iniciou fascista-conservador e derrotado este continuou radical populista.
Segundo a duvidosa IA na sequência da intentona golpista de 11 de março de 1975, o número exato de presos é difícil de precisar, mas estima-se que as detenções de militares e civis associados a António de Spínola e à direita tenham aumentado drasticamente, inserindo-se num período de cerca de 3.000 a 4.000 presos políticos acumulados durante o PREC.
Faleceram entretanto na golpada fascista a 11 de março um soldado um piloto e um paraquedista
Participaram no 11 de março pelo menos parte do exercito e da força aerea!
Na sequência deste 11 de março na a ver com os fascios spinolistas o Conselho de Revolução proibiu a Aliança Operária Camponesa (AOC) onde eu militava e p Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (MRPP), e ainda o ultra conservador Partido da Democracia Cristã (PDC), para fazer de conta ocorreu em março de 1975.
Consequências:
Entretanto e porque o MRPP nao cedeu houve a prisão em massa de militantes do MRPP principalmente a 28 de Maio de 1975, quando o COPCON deteve cerca de 400 a 432 pessoas, incluindo o líder Arnaldo Matos. Estes membros foram encarcerados, sem acusação formal, em prisões como Caxias, Pinheiro da Cruz, Tires e outras, sendo libertados em julho do mesmo ano.
Principais factos sobre as prisões do MRPP (1975):
Diz a IA que “Durante o Processo Revolucionário em Curso (PREC) em Portugal, especialmente em 1975, o tempo de prisão dos detidos variou significativamente, não existindo uma média longa, mas sim períodos curtos para a maioria.
Em suma, as detenções durante o PREC em 1975 foram frequentemente motivadas pela instabilidade política, resultando em prisões preventivas de curto a médio prazo para a maior parte dos detidos, em vez de longas penas.”
Depois do golpe fascio conservador de 11 de março de 1975, o general António de Spínola fugiu para o Brasil onde, juntamente com os seus apoiantes mais fieis, amealhou apoios para combater a suposta ameaça comunista em Portugal.
Tais somas foram doadas pelo patronato português, sobretudo do setor dos transportes, por banqueiros, empresários conterrâneos sediados em Madrid, como Manuel Queiroz Pereira e Manuel Bulhosa, e também pelas comunidades portuguesas sediadas nos Estados Unidos, no Canadá e na África do Sul.
A Igreja Católica no norte do país, por via do cónego Eduardo Melo, também teve um peso considerável no financiamento ( e nas açoes!) do MDLP e do Maria da Fonte!
Estes grupos beneficiaram da cumplicidade de elementos da PSP e da GNR e Spínola terá ainda chegado a contar com o apoio da Central Intelligence Agency (CIA) e da ditadura militar brasileira.
Dizia o ridiculo aterrador terrorista MDLP “Todos nós, portugueses, sabemos o que é esse cancro: são as organizações comunistas e os militares comunistas de Lisboa. E são as ramificações e canais que estendem pelo país: os seus núcleos, as suas sedes, as suas comissões, os seus centros de trabalho, as ‘campanhas de dinamização’”, segundo um seu panfleto.
As suas lideranças variadas mas muito à volta do dito Movimento Federalista Português como José Miguel Júdice, Fernando Pacheco de Amorim, Diogo Pacheco de Amorim, José Valle de Figueiredo, António Marques Bessa, Manuel Queirós Pereira sao os esquecidos pela lusa justiça terroristas mor !
O MDLP juntou as suas forças terroristas, ao Exército de Libertação de Portugal (ELP), de Agostinho Barbieri Cardoso, ex-subdiretor-geral da PIDE/DGS, e ao Plano Maria da Fonte, de Jorge Pereira Jardim, ex-secretário de Estado de Salazar e ex-administrador do grupo Champalimaud e do conego Melo.
No livro Quando Portugal Ardeu, o jornalista Miguel Carvalho escreve que “os vários ‘exércitos’ da contrarrevolução, alguns avulsos, foram responsáveis por 566 ações violentas no país entre maio de 1975 e abril de 1977, uma média de 24 atos de terrorismo por mês, quase um por dia, causando mais de 10 mortes e prejuízos incalculáveis no património de vítimas e instituições”.
“Os partidos de esquerda, como o PS, com o PCP à cabeça, foram os alvos preferenciais de quase 80% das bombas incendiárias, espancamentos, apedrejamentos e atentados a tiro”, acrescenta o autor.
A 2 de abril de 1976, o padre Maximino Barbosa de Sousa, de 32 anos, e a estudante Maria de Lurdes Correia, de 18 anos, foram assassinados num atentado à bomba em Cumieira, concelho de Vila Real. Só 23 anos depois, na sequência de um longo processo judicial, a Justiça atribuiu as responsabilidades ao MDLP, sem, no entanto, condenar nenhum dos executantes ou responsáveis.
Vinte dias após o assassinato do padre Max, a 22 de abril, dois cubanos, Adriana Corço Callejas e Efrén Monteagudo Rodríguez, morreram num atentado terrorista contra a Embaixada de Cuba em Lisboa, e mais de uma dezena de pessoas ficaram feridas. O crime foi reivindicado pelo Movimento Anticomunista Português (MAP), que mantinha ligações com o MDLP.
Já a 21 de maio de 1976, um ataque bombista dirigido ao operário têxtil e sindicalista António Teixeira vitimou a sua esposa, Rosinda Teixeira, em São Martinho do Campo, Santo Tirso. O atentado, encomendado pelo comendador Abílio de Oliveira, um dos maiores industriais têxteis da região, foi da autoria de três operacionais, entre eles Ramiro Moreira, membro do MDLP. Ramiro Moreira foi condenado a 21 anos de prisão, mas fugiu para Espanha sem cumprir a pena. Regressou a Portugal, anos mais tarde, graças a um indulto assinado em 1991 pelo presidente da República Mário Soares.
Hoje o Mundo pode ter mudado o PCChina pode ser visto em bancas da Festa do Avante ( vou la visitá-las todos os anos com bom humor ex AOC e pcpml’ista que fui ) mas Há Historia e a Historia nao pode ser anulada e isto dos presos politicos nao da para confundir a nao ser aue se diga que os do Hamas sao presos politicos …
Entretanto de 1980 a 1987, as nascidas via FUP otelista FP-25 foram diretamente responsáveis por 14 ou 18 mortes, inclusive uma criança, às quais acrescem ainda as mortes de 6 dos seus operacionais, alem de dezenas de baleamentos, atentados com explosivos, assaltos a bancos, empresas e viaturas de transporte de valores
A operação Orion levou à detenção provisória de mais de 70 pessoas, no que ficou conhecido como o processo FUP/ FP25 onde lideravam Otelo Saraiva de Carvalho, Mouta Liz e Pedro Goulart
Os réus seriam acusados e condenados em tribunal, pelo crime de pertencerem a uma organização terrorista, mas a sentença seria parcialmente anulada por inconstitucionalidade
Em sequencia a maioria parlamentar, composta pelo PS e PCP veio a aprovar uma amnistia para todos os envolvidos no eventual crime de associação terrorista (autoria moral), devido à “complexidade jurídica (…) que não prenunciam a possibilidade de uma solução de justiça em tempo razoável.
Esta amnistia também acaba por envolver as organizações de direita( MDLP etc) e de esquerda a provada em 1996 com o apoio do PR Mario Soares seguindo a experiência anterior de amnistia em 1979 ou o indulto assinado com o primeiro-ministro Cavaco Silva ao fugitivo Ramiro Moreira em 1991, operacional de extrema direita do MDLP condenado a 20 anos de prisão por crimes de sangue
Enfim nada de confusoes entre indultados, amnistiados e com bons empregos com os que ex presos politicos anti fascistas fizeram pela no silencio vindo dos corredores do poder
Ao ponto de ter havido um velho militante do PCP com varios anos de prisao a quem foi recusada a bacoca benesse que temos na contagem do tempo de serviço para a reforma a quem nem tal o tribunal acedeu “ por nao ser uma personalidade”!
Triste nao é?