“Vim verificar como as pessoas viajam, vim no meio das populações, foi uma belíssima experiência, para repetir”, destacou.
Sobre os objectivos da ida a Cabinda, afirmou que quer partilhar a visão da UNITA sobre os desafios do país, apontando, entre estes, a necessidade de estabilidade, o Estado democrático e de direito, o combate à pobreza e à
diminuição dos direitos.
“Há uma claríssima redução das liberdades com um Governo que começa a fazer aprovar leis que muito preocupam o país”, realçou o político, sublinhando que a UNITA tem “uma grande responsabilidade”.
“Com o voto de Cabinda, a UNITA conseguiu quebrar os dois terços tradicionais [de maioria parlamentar do MPLA, partido no poder desde 1975]”, disse, considerando que se trata de um elemento estratégico para contrariar “o fantasma” do terceiro mandato do Presidente, general João Lourenço, que a Constituição angolana impede.
“E impossível haver terceiro mandato sem a UNITA, nós não vamos entrar por essa via”, reforçou o líder do partido do ‘galo negro’.
O presidente da UNITA, acompanhado de uma delegação com vários deputados e dirigentes partidários, foi também recebido pelo vice- governador de Cabinda, Miguel Oliveira, a quem apontou a importância do poder local em Angola, que considerou complementar ao poder central.
Num encontro descontraído, o vice-governador acolheu com boas vindas à delegação da UNITA, a quem desejou sucesso na sua missão de trabalho.
Joffre Justino
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