Apesar disso, o resultado fica aquém do máximo histórico registado nas eleições presidenciais de 2011, quando 4,26% dos eleitores optaram pelo voto em branco, num sufrágio que conduziu à reeleição de Aníbal Cavaco Silva.
Mais de 170 mil eleitores optaram por participar no sufrágio mas recusando escolher entre os dois candidatos.
O distrito de Leiria dada a crise ambiental foi um desses casos: com 8500 votos brancos quando há três semanas, eram 3400.
Em Lisboa, os votos em branco mais do que triplicaram pois a 18 de Janeiro, foram 11.445 (0,94%) e ontem, foram 39.084 ( 3,39%).
Quanto aos votos nulos também houve uma subida face à primeira volta, mas muito menos expressiva.
A 18 de Janeiro, houve 65.386 votos nulos e ontem o número aumentou para 97.714 votos (em percentagem subiu de 1,13% para 1,78%).
Estas duas voltas das presidenciais são das mais participadas dos últimos 20 anos, ficando apenas atrás da eleição de Cavaco Silva, em 2006 — nos sufrágios seguintes, a abstenção registada ficou acima dos 50% —, mas a taxa de participação ca muito aquém da mobilização registada em Fevereiro de 1986, quando 78% dos inscritos foram às urnas para um segundo sufrágio entre Mário Soares
e Diogo Freitas do Amaral.