Ora Jorge Pinto o candidato do Livre foi num debate a 11 desafiar  os candidatos de esquerda a evitarem um cenário de vitória da direita que venha a permitir uma revisão da Constituição da República.

Parabens! "Não falharei aos portugueses. No que de mim depender, a esquerda passa à segunda volta", respondeu Jorge Pinto, quando questionado, mais uma vez, sobre a possibilidade de desistir da corrida à sucessão de Marcelo Rebelo de Sousa.

Na noite da última terça-feira, 06.01, os 11 candidatos à presidência da República tiveram um  o debate televisivo entre António José Seguro Henrique Gouveia e Melo João Cotrim Figueiredo Luís Marques Mendes, André Ventura, António Filipe, Catarina Martins, Jorge Pinto, André Pestana, Humberto Correia e Manuel João Vieira terminaram o terceiro dia de campanha frente às câmaras, numa troca de argumentos que durou duas horas e meia.

Henrique Gouveia e Melo voltou terça-feira à noite a questionar a transparência de Luís Marques Mendes, que negou ter sido um "facilitador de negócios" durante o debate televisivo com os 11 candidatos às eleições presidenciais deste mês.

"Não sou facilitador de negócios, nunca fui", respondeu o candidato apoiado pelos partidos do Governo (PSD e CDS-PP) no debate transmitido pela RTP, depois de Gouveia e Melo o ter instado a dizer aos portugueses qual era a sua profissão.

Marques Mendes pediu a Gouveia e Melo que apresentasse um caso concreto daquilo que o acusava, com o seu opositor a enumerar empresas e a questioná-lo sobre "os painéis solares na Madeira".

"Não é nenhum caso concreto, são tudo insinuações. Quem não se sente, não é filho de boa gente", declarou o candidato apoiado por PSD e CDS-PP, falando em "ordinarice" da parte do ex-almirante, que contrapôs: "Ordinário é favorecer."

A troca de acusações entre Gouveia e Melo e Marques Mendes aconteceu numa altura em que os 11 candidatos falavam de imigração e do seu impacto na economia, com André Ventura, líder do Chega, a garantir que nunca aceitará que "nenhum número de crescimento possa pôr em causa" a identidade e segurança dos portugueses.

"Se pagassem bem aos portugueses, se calhar não precisávamos tanto de imigrantes", defendeu André Ventura, antes de "responsabilizar" António José Seguro pelo crescimento da imigração.

"Está na eleição errada, dou-lhe o número do José Luís Carneiro [secretário-geral do PS]", retorquiu Seguro.

Para o candidato apoiado pelo PS, "a economia precisa de imigrantes e isso é um dado adquirido", mas, segundo, Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, urge "dar condições" a todos os que queiram viver em Portugal.

"É preciso falar verdade sobre a imigração: a esmagadora maioria dos imigrantes vem cá para trabalhar, para sustentar a sua família. Não vem para cometer crimes", afirmou António Filipe, o candidato apoiado pelo PCP, para quem a extinção do SEF foi "um erro gravíssimo".

Portugal não pode viver sem imigração, admitiu o pintor Humberto Correia, para quem, ao mesmo tempo, o povo português "não pode ser absorvido".

"Nós ouvimos aqui atacar os imigrantes porque não se quer debater a economia que temos", salientou Catarina Martins, a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, ao salientar que o problema do país "não é onde cada pessoa nasceu, é o salário baixo".

Já para João Cotrim Figueiredo, "sem crescimento económico, não há qualquer hipótese de financiar os serviços públicos" num país que tem burocracia e impostos a mais.

A lata de quem esquece as isencoes e perdoes fiscais!

"Portugal tem de voltar a ter condições para crescer a 3%", disse o eurodeputado, apoiado pela Iniciativa Liberal, enquanto o músico Manuel João Vieira alertou para "um desequilíbrio na questão da geografia populacional", com grande parte da população concentrada no Litoral e um interior deserto.

Já o sindicalista André Pestana acusou os restantes candidatos de demagogia, por não dizerem onde iriam buscar o dinheiro para financiar as suas propostas, e prometeu acabar com os subsídios aos partidos.

O candidato presidencial Jorge Pinto repetimo-lo afirmou que não será por si que António José Seguro não será Presidente da República, desafiando os restantes candidatos da esquerda a evitarem uma vitória da direita nas eleições deste mês.

"Não será por mim que António José Seguro não será Presidente da República", afirmou o candidato apoiado pelo Livre.

Jorge Pinto desafiou ainda os candidatos de esquerda a travarem este visivel  cenário de vitória da direita que venha a permitir uma revisão da Constituição da República.

"Não falharei aos portugueses. No que de mim depender, a esquerda passa à segunda volta", respondeu Jorge Pinto, quando questionado, mais uma vez, sobre a possibilidade de desistir da corrida à sucessão de Marcelo Rebelo de Sousa.

Em resposta, António Filipe voltou a responder que vai levar a candidatura até ao fim e Catarina Martins considerou "tudo isto muito confuso", acrescentando: "Fica claro neste debate que Jorge Pinto considera que esquerda deve ir votar num candidato que deixou passar cortes no subsídio de férias e no subsídio de Natal no tempo da troika e que diz que voltaria a fazer."… esquece Catarina Martins  o candidato anti salazarento Humberto Delgado como esqueceu como reagiu perante a candidatura de Sampaio da Novoa - nao desistir para ele!

Já António José Seguro, apoiado pelo PS, disse que não vai desistir e que não fez acordos com ninguém, mas sustentou que compreende o que o candidato Jorge Pinto coloca em cima da mesa em relação Constituição.

Como é lamentável Antonio Jose Seguro este seu enquistamento no nao fazer acordos numa sociedade democratica!

O segundo tema em destaque no debate foi as competências de um chefe de Estado com o candidato apoiado pelo PS a garantir que não será um primeiro-ministro sombra, sublinhando que um Presidente da República (PR) deve "exercer a sua magistratura sem qualquer cedência a interesses".

Já André Ventura, afirmou que o cargo não é para que o chefe de Estado "seja uma jarra" e acusou Seguro de querer ter "um pacto para tudo" e Marques Mendes de "ser o Presidente do Governo".

"Não precisamos de um Presidente que seja a marioneta de Luis Montenegro", disse o o chegano.

Henrique Gouveia e Melo criticou o sistema político de ter "muito de cinismo" e disse que viu na candidatura de Seguro "um casamento de conveniência" com os costistas, frisando que quer contribuir "para a estabilidade do país".

Por sua vez, Marques Mendes afirmou que o seu modelo de Presidente "não é amigo" nem de "adversário de Governo", mas sim de "árbitro com a preocupação de dar condições políticas".

Para Cotrim Figueiredo, um PR não governa e não deve fazer sombra ao Governo, destacando que o Presidente da República "deve deixar o Governo governar, sabendo o que está a ser feito, mas tem a obrigação de intervir".

Já António Filipe, garantiu que não é um candidato partidário, mas defendeu "outro rumo para o país" e disse que não se conforma com os baixos salários.

Por sua vez, Catarina Martins, também defendeu que o chefe de Estado deve "equilibrar" e "lançar debates" sobre áreas importantes para melhorar as condições de vida da população.

O sindicalista André Pestana manifestou-se "totalmente contra a reforma laboral que está a ser redigida" e defendeu a diminuição da idade da reforma.

O pintor Humberto Correia disse que "é preciso construir habitações", avançando com cerca de cem mil casas por ano com poucas dezenas de metros quadrados para serem arrendadas a preços que os portugueses podem pagar.

Já o músico Manuel João Vieira falou que "proibia a doença" e considerou que "há uma falha na Constituição".

"Eu tentaria seduzir o Governo para inscrever na Constituição o direito à felicidade. Não me parece que este Presidente tenha contribuído para o direito para a felicidade", disse.

Os candidatos presidenciais condenaram a operação dos Estados Unidos na Venezuela, mostrando-se apreensivos relativamente uma eventual intervenção norte-americana na Gronelândia.

E quase que ainda nao acordaram para os Açores!

O debate televisivo com os 11 candidatos às eleições presidenciais teve como primeiro tema a Venezuela, com todos, à exceção de André Ventura, a condenarem a violação do direito internacional e João Cotrim Figueiredo a dizer temer que "os mesmos argumentos usados para a Gronelândia sejam usados para os Açores", uma ideia também expressa por Jorge Pinto.

"Trata-se de uma intervenção que é feita claramente à margem das regras do direito internacional", resumiu Luís Marques Mendes, a referir que a operação norte-americana na Venezuela "pode legitimar outras situações", como a intervenção da Rússia na Ucrânia, e abrir um precedente.

António Filipe vincou que "não compete a um estado interferir num outro para mudar o seu regime", alegando que se está perante "um perigo para as relações internacionais" e uma incerteza sobre o "que vem a seguir".

"As ameaças feitas em relação à Colômbia e à Gronelândia devem alarmar a comunidade internacional", alertou o candidato apoiado pelo PCP, já depois de António José Seguro ter defendido que a Europa deveria pedir uma reunião da NATO a propósito daquele território dinamarquês.

Para Seguro, "é importante prevenir, mais do que reagir" no caso do território autónomo do Reino da Dinamarca, que é membro da NATO.

"Se Trump decide anexar Gronelândia, quem vai acionar o artigo 5.º da NATO?", questionou Catarina Martins, com a antiga líder do Bloco de Esquerda a defender que Portugal tem a responsabilidade de perceber que "a segurança da Europa não pode estar nas mãos dos Estados Unidos".

A mesma ideia foi expressa por Cotrim Figueiredo, que argumentou que os europeus ou continuam a ser "lacaios dos Estados Unidos" ou assumem autonomia estratégica.

Já depois de o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal ter manifestado apreensão quanto à situação dos Açores, também Jorge Pinto lhe seguiu o exemplo.

"Ontem, foi a Venezuela. O que será amanhã? A Gronelândia está na lista e quem nos diz que não vão ser os Açores?", questionou o candidato apoiado pelo Livre.

Se Henrique Gouveia e Melo salientou, em resposta a uma questão sobre a Gronelândia, que "o sistema internacional está muito quente", para se dizer "bem preparado" para ser Presidente da República, Manuel João Vieira notou "uma mudança completa do exercício do poder".

"Não gosto que os americanos invadam parte da Europa, porque o Hitler começou assim", lembrou o músico, acrescentando que é preciso "levar muito a sério o que se está a passar".

Já André Pestana considerou que os Estados Unidos "querem mudar o paradigma" internacional, com o lucro a justificar "tudo", enquanto Humberto Correia definiu "a América" como "um perigo". "Primeiro, semeia o fogo e depois vende a água", completou.

As asneiras do sr ventura nao merecem mais tempo perdido !