Em 2024, e segundo o relatório anual em que a Coordenação Nacional para os Comportamentos Aditivos e as Dependências traça o retrato do país em matéria de álcool, droga e toxicodependências, os preços médios da cannabis representaram os valores mais baixos dos últimos cinco anos e os do haxixe também desceram pelo terceiro ano consecutivo.
Os preços do ecstasy também foram naquele ano inferiores aos praticados em 2022, numa tendência de abaixamento dos preços contrariada apenas pela cocaína e heroína, que atingiram os valores mais altos do quinquénio.
De um modo geral, o grau de pureza das drogas aumentou face a 2023, pelo menos tendo em conta a droga apreendida e ainda segundo o relatório apresentado ontem no
Parlamento pela presidente do Instituto para os Comportamentos aditivos e as Dependências (ICAD),
O documento destaca as subidas do grau de pureza da cocaína base (crack) e do ecstasy, que, juntamente com o haxixe, "atingiram os valores mais elevados dos últimos dez anos".
Resultará talvez deste maior grau de pureza a diminuição em 18% do número de overdoses (baixaram de 80 em 2023 para 66, no ano seguinte).
Mas, sobretudo, o aumento do consumo problemático destas substâncias ilícitas. Aliás, o número de pessoas que procuraram tratamento para as dependências atingiu, em 2024, o valor mais alto desde 2015, tanto para as drogas como para o álcool.
Contas feitas, 2024 chegou ao fim com um total de 38.945 pessoas em tratamento (24.184 por consumo de droga e 14.761 por causa do álcool).