Os numeros escondidos de Portugal oh publico 

Nos lusos media, como o publico há quem escreva, insidiosamente, contra a população imigrante ao ponto de referir um desvio populacional de  600 mil pessoas dada a população imigrante ao ponto de a acusar da passagem de Portugal para a 22º posição do ranking e assim adieux convergencia! 

Olhemos para algumas verdades quanto a este “pib per capita” ao estilo da divisao da galinha por dois mas a ser comida por um so’

Assim, o  salário médio dos imigrantes em Portugal situa-se, em média, próximo do salário mínimo nacional (que em 2025 foi  fixado em 870€ brutos), com cerca de 38% dos trabalhadores estrangeiros posicionados neste escalão, um valor bem  abaixo da remuneração média geral do país (que atingiu os 1.694€ brutos).

Curioso gentes do publico…

A discrepância salarial mostra-se ainda  na distribuição do emprego e no custo de vida:

A percentagem de imigrantes a auferir o salário mínimo é superior à média nacional, o que limita o poder de compra face aos custos de habitação e bens essenciais.

Em áreas urbanas como Lisboa ou Porto, o custo de vida mensal mínimo de um adulto (renda, transportes, alimentação) pode oscilar entre 1.200€ e 1.500€, tornando necessário dividir despesas.

O salário médio difere bastante consoante a região e em zonas como Lisboa, a remuneração média geral ronda os 1.733€, enquanto no Porto se fixa em cerca de 1.512€.

Mas vejamos tambem o impacto da economia paralela no PIB

A economia paralela acentua-se  nos setores dos serviços, construção, reparações, alojamento e restauração. Este tipo de atividade não declarada é transversal, mas prevalece em microempresas e em trabalhos independentes ou prestados ao domicílio onde o pagamento em numerário é facilitado.

Em Portugal, este fenómeno é de tal forma acentuado que estudos apontam para um peso da economia não registada equivalente a cerca de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

As desculpas habituais sao a  elevada carga fiscal, a burocracia e as dificuldades de fiscalização sendo elas  os principais motores desta concentração.

E surgem em Transações lícitas que não são declaradas para fugir aos impostos (ex: recibos não passados em cafés ou oficinas, trabalho doméstico sem contrato).

Atividades lícitas de pequena escala, frequentemente baseadas em relações de proximidade e orientadas para o mercado local, que operam à margem dos registos oficiais.

Atividades de produção e distribuição de bens e serviços cuja comercialização é proibida por lei (ex: tráfico de droga, jogo ilegal)

Em Portugal, as preocupações com a "fuga de capitais" têm estado essencialmente ligadas a duas frentes: a fuga aos impostos e evasão fiscal(que custa aos cofres do Estado cerca de 2,3 a 2,9 mil milhões de euros anuais) e o aumento do branqueamento de capitais.

O panorama em 2025/2026 destaca-se por diversos fatores estruturais:

A fuga de capitais e lucros (muitas vezes associada a multinacionais) representa cerca de 2% da receita fiscal do país por ano.

Com o objetivo de travar a saída de poupanças e capital europeu para fora da Europa, Bruxelas avançou com a criação da designada "União de Poupanças", um esforço para incentivar o investimento dentro de portas e melhorar a canalização dos fundos internos.

Apesar da fuga fiscal, a economia demonstrou resiliência.

Portugal encerrou o ano de 2025 com um excedente orçamental de 0,7% do PIB e a dívida pública desceu para menos de 90% do PIB, números que sustentam o atual controlo das contas públicas.

Mas o certo é que o branqueamento de capitais foi o crime económico-financeiro que mais cresceu em 2025, cerca de 42% em relação ao ano anterior. Na frente está a corrupção ativa, que subiu 17%.

Um aumento que, segundo os advogados, reflete uma combinação entre a expansão da cibercriminalidade e o reforço das obrigações de compliance maior sensibilidade das auditorias internas e a complexidade das investigações transnacionais. Uma coisa parece certa: o problema não está na legislação, que já consideram suficientemente “abrangente”.

 

 

E quedemo-nos por simplificação nas unidades hoteleiras portuguesas 2024 que tinham uma capacidade total de 480 mil camas, mais 4,5% do que no ano anterior, sendo cerca de 250 mil, correspondente a hotéis, seguindo-se o segmento de alojamento local com 19% dd controlo nada facil...

O Algarve foi a região com maior oferta de camas, com 28% do total, à frente da Grande Lisboa, com 19%.

Por isso o mercado imobiliário português registou um volume de investimento de 895 milhões de euros no último trimestre de 2025, o que elevou o total anual para 2,8 mil milhões de euros. Este desempenho traduz um crescimento de 22% face a 2024 e posiciona-se 10% acima da média dos últimos dez anos, confirmando a resiliência e atratividade do setor.

Segundo a Dils, no quarto trimestre do ano, assistiu-se ao regresso do capital nacional, em particular dos fundos domésticos, que nos últimos anos tinham tido uma postura mais contida, justificando os 44% de representação de investimento estrangeiro do volume total.

Ainda assim, no conjunto do ano, o capital internacional manteve um peso dominante, concentrando cerca de 60% do total investido.

As estratégias core e value add corresponderam a mais de 70% do volume anual.

Os setores de Escritórios (39%), Retalho e Hospitality (ambos com 19%) destacaram-se como os mais atrativos em 2025, representando quase 80% do volume total no último trimestre do ano, e mais de 70% do total do ano.

Entre as maiores transações destacam-se o Exeo Lumnia (120 milhões de euros), a Torre Oriente (80 milhões de euros), bem como a Quinta da Comporta e o Maison Albar – Le Monumental Palace 5*, ambos com valores entre 50 e 60 milhões de euros.

As yields mantiveram-se estáveis, reforçando a confiança dos investidores no mercado nacional, e antecipa-se que assim se mantenham, com potencial de compressão em classes de ativos selecionadas, como Industrial & Logística e Retails Parks.

“Os resultados de 2025 confirmam a resiliência e a maturidade do mercado. Num contexto económico e geopolítico desafiante, o crescimento do investimento demonstra a confiança contínua dos investidores, nacionais e internacionais.

Portugal continua a posicionar-se como um destino seguro e competitivo, com procura transversal aos vários segmentos”

A evolução da restauração em Portugal entre 2022 e 2025 foi marcada por uma "tempestade perfeita": o crescimento inicial impulsionado pelo turismo esbarrou no esmagamento das margens de lucro devido à alta da inflação, dos salários e do custo das matérias-primas, gerando uma forte vaga de encerramentos.

Fase de retoma pós-pandemia e forte explosão do turismo, levando a um aumento do volume de negócios.

Contudo, a inflação disparou, registando uma subida acentuada nos preços dos menus, e assistiu-se a uma forte onda de fechos silenciosos e insolvências.

  • 2024: A inflação média anual nos estabelecimentos fixou-se nos 5,8%. O setor do alojamento turístico e restauração bateu recordes de faturação e emprego, sustentado sobretudo pela afluência histórica de turistas estrangeiros.
  • 2025: O ano tornou-se particularmente crítico. Com a remuneração média no setor a subir cerca de 23% (passando de 938€ em 2022 para 1152€ em 2025), e com o encarecimento drástico dos alimentos e energia, os empresários viram as suas margens extremamente deprimidas. Verificaram-se mais de mil encerramentos e perto de duas centenas de insolvências confirmadas no setor.

A vida nada facil do consumidor português reduziu a frequência das idas a restaurantes e cortou no consumo de entradas, sobremesas e vinhos.

A fatura da energia e o custo dos bens alimentares (ex: legumes, ovos e carne) registaram picos abruptos, enquanto a devolução dos apoios da COVID-19 agravou a tesouraria dos negócios.

Associações como a AHRESP e a Provar alertaram para a gravidade da situação e exigiram ao Governo medidas estruturais, como a redução do IVA da restauração e apoios na Taxa Social Única (TSU) para um setor intensivo em mão de obra.

Deixem lá oh publicos gentes p pib per capita em paz pois com os imigrantes a economia paralela e a fuga de capitais so subiu …