Portugal é um país de ricos diz o nada católico Rodrigo Mello Gonçalves da IL

Somos ricos deve achar este Rodrigo Mello Gonçalves da IL com salários médios em Portugal a rondar os 24.800 euros brutos (1771 euros brutos!) pelo que permanece cerca de 38% abaixo da média da União Europeia, onde o valor anual ultrapassa os 39.800 euros ( 2843 euros brutos!)

Somos pois “europeus” e ricos e os dois milhoes de lusos emigrantes so existem porque “Portugal é um país de aventureiros”!

Perante tal o PS votará contra a proposta que reduz a zero os descontos de 50% nas refeições escolares, para os alunos que estavam no escalão C da Ação Social Escolar (ASE).

Esta é a proposta, do vereador da Educação Rodrigo Mello Gonçalves, eleito pela Iniciativa Liberal, que vai a votos na próxima quarta-feira, que “à salazarento “induca com vinho e pão” a miudagem!
A Câmara de Lisboa quer manter os descontos na totalidade para os alunos beneficiários dos escalões A e B da ASE e eliminar totalmente os descontos (de 50%) de que beneficiavam os alunos do escalão C que, pelo rendimento dos seus encarregados de educação, já não estão abrangidos pela ASE.
Temos em Portugal 1 milhão e 100 mil crianças cujos pais têm rendimentos abaixo de 1200 Euros brutos mensais.
O ato imoral e nada catolico do sr da IL e do sr Moedas do PSD afeta pelo menos 40 mil crianças!
Na verdade sao afetadas crianças ou adolescentes com encarregados de educação com rendimento bruto coletável igual ou superior a mil euros por mês.
À TSF, Rodrigo Mello Gonçalves esclarece quais para ele os ricos portugueses, "Deixam de ter apoio os agregados familiares com um filho cujo rendimento bruto seja superior a 1826 euros por mês. No caso de dois filhos, o apoio cessa se o rendimento exceder os 2740 euros por mês", explica o vereador, alertando que a notícia do semanário "equipara o rendimento de referência àquilo que é o rendimento tributável do agregado familiar, [sendo que] (...) o rendimento de referência não é equivalente ao rendimento do agregado familiar".
Já Alexandra Leitao denuncia que "São cerca de 60% dos alunos todos de Lisboa, porque a maioria não tem nenhum escalão da ação social escolar. Portanto, são dezenas de milhares, seguramente", à TSF.
E lembra "isto é num contexto em que temos combustíveis a aumentar, agora o anúncio das taxas de juros a aumentar, o preço à habitação nunca foi tão caro na cidade de Lisboa e, portanto, a retirada de qualquer apoio neste contexto não é de facto compreensível. É por isso que o PS não vai acompanhar a proposta e vai apresentar uma proposta de alteração no sentido da gratuitidade destas refeições, que aliás estava no programa eleitoral", acrescentou.
Para a responsavel do PS, as refeições escolares deviam ser uma prioridade para a câmara de Lisboa. A vereadora do PS considera um erro as opções que têm sido feitas pelo executivo de Carlos Moedas.