Portugal e  ONU: uma mentira histórica ou uma historia de mentiras que Marcelo e a direita alimentam!

ONU tem 80 anos pois a, ONU, Organização das Nações Unidas, foi criada oficialmente a 24 de outubro de 1945, quando a Carta foi ratificada pela China, França, União Soviética, Reino Unido, e os Estados Unidos assim como os outros signatários num total de 50.
Eis porque o Dia das Nações Unidas é comemorado a 24 de outubro de cada ano o que o sr Marcelo escamoteia!

Enfim, comecemos pelo principio em 1945, com representantes de 50 países a reunirem-se em São Francisco, na Conferência das Nações Unidas, para redigir a Carta das Nações Unidas.

Os delegados  decidiram  a partir de propostas elaboradas pelos representantes da China, União Soviética, Reino Unido e dos Estados Unidos em Dumbarton Oaks, nos Estados Unidos, em agosto e outubro de 1944.

Esta importantíssima  Carta foi assinada a 26 de junho de 1945 pelos representantes dos 50 países. A Polónia, que não estava representada na Conferência, assinou mais tarde, tornando-se um dos 51 Estados-membros fundadores.

A Organização das Nações Unidas foi criada oficialmente a 24 de outubro de 1945, quando a Carta foi ratificada pela China, França, União Soviética, Reino Unido, Estados Unidos e pela maioria dos outros signatários.

Ora nessa data Portugal não participa nesse Histórico Processo pois à custa do ditador salazar Portugal era parte dos derrotados da II guerra mundial!

Portugal não foi considerado um "país pacífico" o suficiente para entrar, por ter mantido relações com a Alemanha e Itália durante a guerra, ao contrário de países como a Espanha de Franco, que foi explicitamente excluída.

Este afastar de Portugal da Comunidade Internacional durou até 1955, e só  um acordo global que permitiu a entrada de muitos países, incluindo os paises pro  soviéticos, como a Hungria e Roménia, levou a que em troca, e Portugal fosse finalmente admitido.

Admitido e contestado diga-se pelo seu fascista colonial imperialismo e dadas as consequentes lutas pela Independência das colónias num processo onde relevamos os papeis de Amilcar Cabral, Viriato da Cruz, Holden Roberto e Eduardo Mondlane

Assim podemos dizer que Portugal nao teve um minuto reconhecimento pacifico de 1955 aré ao 25 de abril!

Condenado internacionalmente e dada s debilidade do Estado português - que o tornava economica e  tecnicamente incapacitado para aproveitar  plenamente    os imensos

recursos existentes no seu império ultramarino fez com que as colônias lusas dependessem do capital internacional.

Portugal abriu os seus espaços  coloniais às  companhias  e capitais estrangeiros o que possibilitou uma notável ampliação da capacidade de investimentos.

Portugal exerceu um  papel económicamente secundário  nas suas próprias colônias num modelo de colonialismo  dependente,  configurando o  que

Perry Anderson  definiu, em meados  dos anos 1960, como sendo um condomínio encoberto, idto é com um papel maciço do capital estrangeiro na exploração dos recursos coloniais. 

Eis pois como os interesses do capital  internacional geraram uma espécie  de “tolerância” das grandes potências para com a presença portuguesa na África, apesar do clamor geral pela descolonização:

Eis porque eram grandes as pressões para aguentar a África Portuguesa,  e para  proteger o  capital europeu em Portugal e nas suas colônias…

Como se vê Portugal só viu a sua pretensão de adesão atendida dez anos depois  da criação da ONU. a 14 de dezembro de 1955 e sim faz hoje  domingo, 14.12, os tais  70 anos menos 10 que o nascimento da ONU

É alias encoberto num pacote de 16 países, uns aliados dos Estados Unidos, ( consta que Portugal definiu um acordo secreto de votaçao com os EUA para ser aceite nesta lista…). outros da União Soviética  que o Conselho de Segurança e, no mesmo dia, a Assembleia Geral, aprovaram a adesão de Portugal,

  1. Áustria
  2. Bélgica (admitida em 27 de dezembro de 1945)
  3. Birmânia (atual Mianmar, admitida em 1948)
  4. Bulgária
  5. Camboja (admitido em 1955)
  6. Finlândia
  7. Hungria
  8. Irlanda (admitida em 1955)
  9. Itália
  10. Japão (admitido em 1956)
  11. Jordânia (admitida em 1955)
  12. Nepal (admitido em 1955)
  13. Portugal
  14. Roménia
  15. Espanha
  16. Sri Lanka (admitido em 1955) 

É pois de uma imensa batota, que só Marcelo Rebelo de Sousa seria capaz, que se  assinale em ar vitorioso o 70.º aniversário da adesão de Portugal à Organização das Nações Unidas (ONU), e pior ainda destacando o "compromisso de Portugal com o multilateralismo num mundo cada vez mais fragmentado e imprevisível", pois nem à epoca Portugal era multilateralista nem hoje o é!

Anos 50 era um país fascista pro EUA do macartismo proto fascista num contexto de bipolarizacao, com o salazar a sonhar todos os dias com uma III guerra mundial.

Ora este ainda Presidente da República, o sr Marcelo Rebelo de Sousa, teve a lata de assinalar  o 70.º aniversário da adesão de Portugal à Organização das Nações Unidas (ONU), nascida 10 anos antes tendo Portugal andado de joelhos para em todos esses 10 anos !

"No dia em que se celebra o 70.º aniversário da adesão de Portugal à ONU, o Presidente da República assinala o renovado compromisso de Portugal com o multilateralismo, guiado pelos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, enquanto pilar essencial do direito internacional e de uma ordem internacional baseada em regras", lê-se numa nota publicada no site da Presidência da República.

Triste nota que deveria ser apagada já!

"Como país aberto ao mundo, empenhado em construir pontes, Portugal reafirma a defesa do multilateralismo e dos princípios das Nações Unidas como forma de lutar contra o isolamento, lembrando que não há paz sem direitos humanos nem desenvolvimento sustentável sem sociedades inclusivas", nada dizendo de concreto sobre os conflitos que assolam o mundo!