Com início na Cidade Universitária, o protesto seguiu minutos depois das 15:00 em direção à Embaixada dos Estados Unidos da América, terminando em Sete Rios.

Este sábado  o secretário-geral do PCP defendeu a regulação e fixação dos preços dos combustíveis e dos bens essenciais para proteger os consumidores da "operação de especulação" que considerou estar a ser levada a cabo pelas empresas.

"Há uma medida concreta, que é regular e fixar os preços. Nós estamos perante uma operação de especulação com efeito na vida de cada um de nós", afirmou.

Paulo Raimundo liderou a comitiva do PCP que se associou a uma manifestação pelo "fim das ameaças e agressões dos EUA", organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, que decorreu em Lisboa.

Em declarações aos jornalistas

deu  como exemplo o caso dos combustíveis.

"Estamos confrontados com o aumento dos combustíveis, vamos ser confrontados com um novo aumento na próxima semana, [mas] o combustível que estamos a comprar agora foi comprado e pago há três ou quatro meses. É um ato de especulação, portanto fixar o preço é fundamental", justificou.

E considerou que "é assim nos combustíveis, nos alimentos, nas prestações, é assim em tudo".

"Nós pagamos cada vez mais, o Estado abdica de receitas com a redução de impostos, e aqueles que têm milhões e milhões e milhões de euros, como a Galp, a banca, a grande distribuição, qual o contributo que dão para enfrentar este problema? Zero", criticou.

Paulo Raimundo defendeu que "baixar impostos é importante mas não chega, não é suficiente", insistindo que a solução para o aumento do custo de vida decorrente de mais um conflito passa por "fixar preços, regular preços".

"Não há nenhuma dificuldade em o Governo decretar, perante a situação de emergência que estamos a enfrentar, a fixação e regular os preços das comissões bancárias, das prestações, dos alimentos e dos combustíveis e da energia", defendeu.

Criticou tambem a posição do Governo, considerando que Portugal "vergonhosamente se associou" à "agressão ao Irão por parte dos Estados Unidos e Israel".

O Governo devia "simplesmente cumprir a Constituição" e dizer que não pode ser "cúmplice de um ato de agressão a um país soberano", defendeu.

"E não fez, fez o contrário. Não só escancarou as portas da Base das Lajes para esta operação, como se associou politicamente a ela, o que ainda é mais grave", criticou, apelando ao Governo que "condene esta agressão" em todos os fóruns internacionais em que participa e "faça tudo para que ela acabe".