Não é a primeira vez que o mundo atravessa ciclos de agressividade política e económica — já o vimos nas eras de Ronald Reagan e de George W. Bush — mas o que hoje se vive é qualitativamente diferente: uma repetição da estupidez brutal, agora amplificada pelas redes sociais, pela desinformação sistemática e por um clima de confronto entre potências, onde a guerra volta a ser apresentada como solução.
Portugal é um país pequeno.
Pequeno em território, mas grande na sua história de resistência, liberdade e mestiçagem cultural.
E, no entanto, assistimos com profunda preocupação a tentativas claras de empurrar o país para uma posição submissa perante novos autoritarismos globais, inspirados no trumpismo e personificados por figuras como Donald Trump — um modelo político baseado no ego, na divisão social e na instrumentalização do medo.
Ao mesmo tempo, dentro de portas, a extrema-direita portuguesa ganha espaço através da gritaria desalmada, do populismo vazio e do espetáculo mediático irresponsável, corporizado em André Ventura, cuja estratégia assenta na exploração da raiva social, na simplificação grosseira da realidade e na normalização de discursos que corroem os pilares da democracia.
É neste contexto que o Movimento CPLP com Cidadania assume uma posição pública clara.
Fazemo-lo com sentido histórico, responsabilidade cívica e consciência democrática.
O Movimento CPLP com Cidadania declara o seu apoio inequívoco a António José Seguro.
Não se trata apenas de uma escolha partidária.
Trata-se de uma escolha civilizacional.
António José Seguro representa uma visão política assente na moderação, no diálogo, na justiça social e na centralidade da pessoa humana. Uma liderança que acredita na participação cidadã, na distribuição justa da riqueza, na coesão social e numa democracia viva — não sequestrada por algoritmos, slogans ou demagogias.
Num tempo em que o ruído tenta substituir o pensamento crítico e em que o ressentimento é usado como arma eleitoral, apoiar António José Seguro é afirmar:
A democracia contra o autoritarismo.
A inclusão contra o ódio.
A cidadania contra o populismo.
A memória histórica contra o regresso de fantasmas fascistas.
Portugal não pode esquecer de onde vem.
E não pode permitir que restos mal resolvidos do seu passado autoritário regressem sob novas máscaras.
O voto é um dos últimos espaços reais de poder do cidadão comum.
Não é um gesto banal.
É um ato político profundo.
Por isso, o Movimento CPLP com Cidadania apela a todos os democratas, a todos os cidadãos da comunidade lusófona residentes em Portugal e a todos os que acreditam numa sociedade justa, plural e solidária:
Façam-no em nome da democracia.
Façam-no em nome da participação cívica.
Façam-no em nome de uma economia ao serviço das pessoas.
Façam-no em nome do combate ao fascismo latente que hoje se infiltra nas margens do discurso público.
Este não é apenas um momento eleitoral.
É um momento de escolha moral.
E a História ensina-nos que a neutralidade perante o avanço do extremismo nunca foi uma opção inocente.
O Movimento CPALP com Cidadania escolhe estar do lado certo da História.
Escolhe a democracia.
Escolhe a dignidade.
Escolhe António José Seguro.
Movimento CPLP com Cidadania