Paula Santos líder parlamentar do PCP critica o viés ideologico ultradireitista da dita lei da “nacionalidade” e o PR

A presidente  do grupo parlamentar do PCP criticou  segunda-feira, 04.05,  o Presidente da República de ser incoerente ao promulgar a Lei da Nacionalidade, considerando que o "conjunto de recados" que acompanha a decisão justificava e nós concordamos que o diploma fosse vetado. 

Aos jornalistas, na sede nacional do PCP, em Lisboa, a deputada Paula Santos afirmou que o decreto que altera a Lei da Nacionalidade, promulgado este domingo pelo Presidente da República, António José Seguro, é um retrocesso e um reflexo das "opções retrógradas e reacionárias de PSD, CDS, IL e Chega" e criticou a decisão do chefe de Estado.

Nós entendemos que este retrocesso poe o país ao tempo de mannuel I e da sua cedencia aos espanhois!

"A mensagem do Presidente da República relativamente à sua promulgação deixa um conjunto de recados que justificariam que tivesse sido vetada e que não tivesse sido promulgada", considerou, exemplificando com as referências do Presidente à necessidade de um maior consenso, ao afastamento das "marcas ideológicas do momento" e à proteção de menores.

Para a deputada comunista, exigia-se a António José Seguro "um maior distanciamento das opções que constam nesta lei, que o próprio critica"e o veto para nova apreciação da Assembleia da República.

Paula Santos assumiu  que "esta lei nunca deveria ver a luz do dia por aquilo que significa de retrocesso" e "ataque a direitos".

"Vi aqui alguma incoerência. O que vejo aqui é uma contradição, podemos assim dizer, entre aquilo que o Presidente da República refere na sua mensagem escrita, que tivemos a oportunidade de ver, e a decisão que toma", sublinhou.

A deputada do PCP disse ainda que está em causa uma imposição dos partidos à direita para alterar uma lei que "não trouxe nenhum problema acrescido ao país", à exceção do regime especial de nacionalidade para descendentes de judeus sefarditas, que na opinião dos comunistas deveria ser retirado ( o que ja nao concordamos claro )