Foram os selos emitidos com valores faciais de 5 e 25 réis, seguidos por um selo de 100 réis no dia seguinte e um de 50 réis em 22 de julho do mesmo ano, tornando Portugal o 45º país a adotar o selo postal. 

O primeiro catálogo de selos português foi editado em 1894 por Faustino António Martins, seguido pelo catálogo de Taborda Ramos em 1895 e a primeira publicação periódica portuguesa, "O Philatelista, Orgão do Centro Philatelico Portuguez", surgiu em 1887, segundo o Portugal d'antigamente

Portugal em Selos:

O livro "Portugal em Selos", que reúne as emissões anuais de selos, começou a ser publicado em 1983 e é considerado o livro mais antigo do mundo com selos dentro, editado de forma recorrente.

A sua 40ª edição foi lançada em 2023. 
Os primeiros catálogos de exposições filatélicas foram os da 1ª Exposição Filatélica Portuguesa (Lisboa-1935).
Recordemos que em 1910 os selos já feitos tiveram que ser modificados dada a implantação da República, e a primeira série de selos republicanos foi lançada em 1912, recebendo o título de "ceres.

Ceres é um conjunto de emissões base (ou ordinárias) de selos de Portugal após a implantação da Républica, a primeira das quais em 1912, substituindo assim os selos com a efígie do Rei D. Manuel II com a sobrecarga Républica, que circulavam desde 1910.

A série foi desenhada por Constantino de Sobral Fernandes e gravada por José Sérgio de Carvalho e Silva, e figura o desenho da deusa grega Ceres, de frente, com a inscrição "REPUBLICA PORTUGUESA" no topo e "CORREIO" por baixo da figura respectivamente.

Várias séries foram emitidas entre 1912 e 1931, com diferentes valores e cores, sobrecargas e sobretaxas, e com várias reimpressões, causando assim um grande número de variedades sem igual na filateliaportuguesa. Destas, a mais fácil de reconhecer é a chamada Emissão de Londres de 1926 que que apresenta alterações no desenho, números e letras em relação às emissões da Casa da Moeda.

Foram feitas para as colónias em África, Índia Portuguesa, Macau e Timor emissões com a mesma figura mas diferente apresentação do valor do selo, que aparece em segunda impressão tal como o nome da colónia. Este desenho foi mais tarde alterado.

Nos Açores circulavam os selos do continente com uma sobrecarga adequada, enquanto a Madeira teve selos próprios.