Entretanto o coordenador nacional do BE, José Manuel Pureza, denunciou  ontem segunda-feira, 23.06,  que o presidente da Assembleia da República está envolvido num "truque político" na revisão constitucional que favorece "um entendimento" entre Chega e PSD.

O líder do BE foi recebido em audiência pelo Presidente da República, no Palácio de Belém para manifestar ao PR Seguro a sua "grande preocupação" com o "modo como o processo de revisão constitucional está a ser conduzido nesta fase inicial na Assembleia da República".

"Aquilo que está em causa verdadeiramente é um truque político, porque na verdade o que resulta desta confusão é o favorecimento objetivo de um entendimento de revisão constitucional entre o Chega e o PSD", disse.

Para José Manuel Pureza "tem que haver lisura, tem que haver cumprimento das regras, não pode haver favorecimento e não pode haver muito menos o envolvimento de quem tem a garantia de que as coisas correm como devem correr, o presidente da Assembleia da República, não pode haver envolvimento num truque que é aquilo que está em causa neste processo".

O antigo deputado pôsxem causa  o despacho de Aguiar-Branco na sequência de um requerimento conjunto do PSD e Chega para suspender o prazo de entrega de projetos de revisão constitucional até dezembro, e desta forma devolveu ao Chega o projeto de revisão constitucional que este partido já tinha entregue e que estava para análise  de admissibilidade em relação à sua conformidade com a Lei Fundamental.

Pureza considerou que o "encaminhamento que o Presidente da Assembleia da República entendeu dar viola de maneira flagrante as normas constitucionais que são aplicáveis nestes casos".

De acordo com o líder do BE, "o Presidente da República registou estes reparos" e "estas preocupações".

"E isso para nós é sinal de que levará muito a sério o cumprimento das suas funções de garante do regular funcionamento das instituições democráticas como estabelece a Constituição", indicou.

Ja a  12 de junho, o coordenador nacional do BE tinha dito  que o partido iria pedir uma audiência ao Presidente da República.

A mesma serviria  para manifestar a sua "extrema preocupação" com o projeto de revisão constitucional do Chega, que classificou como "um golpe contra a Constituição".

É o que a direits prepara - mais um golpe de estado anticonstitucional, que segue o golpe marcelista que derrubou Antonio Costa ou os sistematicos golpes anticonstitucionais que Angola vive onde se preparam até presidentes que derrubam os sonhos do anterior