Na realidade ja deveriam ter suspendido esse dito acordo!
"É uma situação absolutamente inaceitável. Relativamente às discussões que temos no âmbito da União Europeia, Portugal já tem manifestado a sua disponibilidade para uma suspensão parcial do acordo com Israel e veremos nos próximos encontros se há alguma evolução nesse domínio", disse Luís Montenegro
Tambem o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, exigiu esta quarta-feira um pedido de desculpas de Israel pelo tratamento "monstruoso, desumano e indigno" a ativistas da flotilha que seguia para Gaza.
"Pude ver um vídeo monstruoso, desumano e indigno, onde membros da flotilha eram injustamente e de maneira humilhante tratados por um ministro israelita e pela polícia", dice Albares, anunciando ter convocado a representante diplomática de Israel em Espanha.
O Governo espanhol promete uma ação conjunta com outros paises com ativistas na flotilha.
O misnitro espanhol afirma que o ministro em causa, Ben-Gvir, ministro israelita da Segurança Interna, que filmou o tratamento aos detidos na flotilha, está proibido de entrar em Espanha e o governo de Madrid vai tentar que a mesma sanção seja decretada em toda a União Europeia.
O MNE portugues declarou “Portugal condena veementemente o comportamento intolerável do Ministro israelita Ben Gvir e o tratamento infligido aos activistas da flotilha em humilhante violação da dignidade humana”
À TSF, a eurodeputada do Bloco de Esquerda considera que o Governo português "tem tido dificuldade em dizer coisas básicas da sensatez e da verdade, como Israel está a cometer um genocídio, Israel detém ilegalmente pessoas, Israel tem de ser travado." "Se nós deixamos Israel deter ilegalmente cidadãos portugueses, nós estamos a deixar o nosso país ser humilhado. Isto não faz bem às relações de ninguém, isto só diz a Israel que pode fazer tudo o que quiser. As relações ficam cada vez piores", alerta.
Catarina Martins assinou esta quarta-feira, com outros eurodeputados, uma carta a exigir que o Parlamento Europeu "exija três coisas muito simples".
"A primeira [é] a libertação de todas as pessoas que foram ilegalmente detidas por Israel em águas internacionais; em segundo lugar, que a União Europeia suspenda o acordo comercial que tem com Israel e que diz no seu artigo segundo que é um acordo que está vinculado ao cumprimento de direitos humanos - está mais provado que Israel não cumpre os direitos humanos, portanto o acordo tem de ser suspenso -, e, em terceiro lugar, a União Europeia deve empenhar-se muito na investigação de todos os crimes que Israel está a cometer."
A eurodeputada diz que tanto Portugal como a União Europeia pecam por tardia. "Acho que Portugal está a fazer pouco e tarde, a União Europeia está a fazer pouco e tarde. Há quem na União Europeia esteja a agir; não é a maioria, mas uma coisa eu sei: se ficarmos quietos não ficamos melhores", afirma.