Condenado a 30 anos, cumpriu cerca de três a quatro anos de prisão mas devido à  intensa campanha internacional pela sua libertação, incluindo intervenções de Sartre e do Papa Paulo VI foi libertado!

Este Republicano radical, marxista guevarista, tem até um livro La République expliquée à ma fille, 1998, que aparentemente resultou mal!

Na verdade a sua filha Laurence Debray nascida em 1976 uma escritora francesa, Juan Carlos o rei das Espanhas que se demitiu dados os escandalos em que se envolveu.

Na infância, ela morou em um campo de refugiados em Cuba . Estudou História e Literatura na Sorbonne e Economia na London School of Economics e na HEC Paris .

Ela é uma  admiradora do rei Juan Carlos I da Espanha e da transição espanhola, sobre a qual escreveu varios livros e fez um documentário.

É casada com Émile Servan-Schreiber (filho de Jean-Jacques Servan-Schreiber ) e tem dois filhos e tem hoje uma biografia de Juan Carlos que dá direito a esta  entrevista no Publico que justifica este nosso texto

Dela retiramos o essencial - o ser ignorado de quem ela é filha e sobre quem escreveu a primeira biografia- Regis Debray seu pai!

Um  seguidor do marxista Louis Althusser e amigo de Fidel Castro e de Ernesto Che Guevara, nos anos 1960 acompanhou Che na guerrilha, especialmente na Bolívia, onde foi preso em 1967 junto com Irineu Guimarães. Nesse mesmo ano, escreveu sua primeira obra, A revolução na revolução.

Em 1968, a repercussão de seu livro, Revolução na Revolução, fomentou na juventude brasileira, o engajamento na luta armada contra a ditadura militar por parte de muitos jovens.

Pertenceu ao Partido Socialista Francês, do qual se distanciou por diferenças ideológicas com o ex-presidente François Mitterrand.

Atualmente, Debray é mais conhecido como o criador da midiologia — o estudo crítico dos signos e de sua difusão na sociedade.

Foi o primeiro presidente do Instituto Europeu de Ciências das Religiões e membro da Comissão Stasi, que deu origem às leis francesas sobre secularização e ostentação de símbolos religiososnas escolas em 2003.

Num editorial de opinião de fevereiro de 2007 no jornal Le Monde, Debray criticou a tendência de toda a classe política francesa ao conservadorismo.

Ele também deplorou a influência da "videosfera" na política moderna, que ele alegou ter uma tendência a individualizar tudo, esquecendo tanto o passado quanto o futuro (embora tenha elogiado a perda do "messianismo" dos anos 1960) e rejeitando qualquer projeto nacional comum.

Criticou a nova geração na política por ser sem caráter e sem ideias: "Então eles [pensam que] recrutaram filosofia com André Glucksmann ou Bernard-Henri Lévy e literatura com Christine Angot ou Jean d'Ormesson" e  pediu aos eleitores que endossassem a "esquerda da esquerda", numa tentativa de acabar com uma "antipolítica" moderna que se tornou marketing político.

 

  • La Frontière, suivi de Un jeune homme à la page, Seuil, 1967
  • Révolution dans la révolution ? : Lutte armée et lutte politique en Amérique latine [ensaio], Maspero, 1967
  • Nous les Tupamaros, suivi de Apprendre d'eux, Maspero, 1971(collectif)
  • La Guérilla du Che, Seuil, 1974
  • L'Indésirable, Seuil, 1975
  • Les Rendez-vous manqués (pour Pierre Goldman), Seuil, 1975
  • Journal d'un petit bourgeois entre deux feux et quatre murs, Seuil, 1976
  • La neige brûle, Grasset, prix Femina, 1977
  • Ledannois (essai sur le peintre Jean-Marie Ledannois), Éditions Pierre Horay, Paris, 1977
  • Le Pouvoir intellectuel en France, Ramsay, 1979
  • Le Scribe : genèse du politique, Grasset, 1980
  • Critique de la raison politique, Gallimard, 1981
  • Comète ma comète, Gallimard, 1986
  • Que vive la république !, éditions Odile Jacob, 1989
  • À demain de Gaulle, Gallimard, 1990
  • Cours de médiologie générale, Paris, Gallimard (Bibliothèque des idées), 1991 ; rééd. Gallimard (Folio), 2001.
  • Christophe Colomb, le visiteur de l'aube, suivi des Traités de Tordesillas, La Différence, 1991
  • Vie et mort de l'image. Une histoire du regard en Occident, Gallimard (Bibliothèque des idées), 1991; rééd. Gallimard (Folio), 1995
  • Contretemps : Éloge des idéaux perdus, 1992 ISBN 978-2-070-32713-3
  • Les Masques, une éducation amoureuse, Trilogie Le temps d'apprendre à vivre I, Gallimard, 1992
  • L'État séducteur : les révolutions médiologiques du pouvoir, Gallimard, 1993
  • Contre Venise, Gallimard, 1995
  • L'Œil naïf, Seuil, 1994
  • Loués soient nos seigneurs, Trilogie Le temps d'apprendre à vivre II, Gallimard, 1996, Prix Novembre
  • Transmettre, éditions Odile Jacob, 1997, traduit en anglais en 2000(Transmitting Culture)
  • Par amour de l'art, une éducation intellectuelle, Trilogie Le temps d'apprendre à vivre III, Gallimard, 1998
  • La République expliquée à ma fille, 1998