A mesma proibição era encarada como parte de uma repressão mais ampla às liberdades democráticas antes das eleições parlamentares de 2026 segundo a Reuters.

O primeiro-ministro de extrema direita Viktor Orbán, que enfrenta um forte desafio de um partido de oposição em ascensão antes da votação, criticou a comunidade LGBTQ+ e prometeu restringir o financiamento estrangeiro dos media e de organizações não governamentais na Hungria.

Dominado pelo partido Fidesz, de Orbán, o Parlamento aprovou uma lei no mês passado para proibir a marcha do Orgulho, alegando que ela poderia ser prejudicial às crianças.

A lei autoriza a polícia a usar câmaras de reconhecimento facial para identificar pessoas que participem no evento e impor multas, o que, segundo críticos, pode se tornar uma ferramenta para atingir oponentes políticos de Orbán.

Orbán disse que o facto de atos como o desta terça-feira poderem ser realizados significa que não há ameaça à democracia, chamando os protestos da oposição contra a nova lei de "provocação” mas nao poucos  manifestantes que participaram no protesto, o terceiro sobre as reformas de Orbán expressaram preocupações sobre a saúde da democracia húngara mais de duas décadas após a adesão à União Europeia.

Varias embaixadas em Budapeste, incluindo países europeus, mas não os Estados Unidos, também expressaram preocupação com as mudanças.

"Nós, as embaixadas abaixo assinadas, estamos profundamente preocupadas com a legislação... que resulta em restrições ao direito de reunião pacífica e à liberdade de expressão", disseram 22 embaixadas, incluindo as da França, da Alemanha e do Reino Unido.

Os organizadores do festival dizem que a marcha do Orgulho não representa uma ameaça para as crianças e planejam realizar o evento apesar da proibição.