Olhar Lisboa
Tudo boa e a distância
Te amava como gimboa
És uma terra de reis
Navios de ti rumavam em conquista
Mas agora pareces tudo atoa
Dependes de tudo
Até de uma canoa,
E não duvido que um dia
Mesmo que benquista
Ainda podes ficar sem uma mboa
Olhar Lisboa,
É sentir a realeza das aventuras dos ancestrais
O cheiro das brisas no cruzamento dos oceanos
Em busca dos bens que não produziu
Tomar os filhos que não pariu
E assim com eles a vida curtiu
És linda como Deolinda Rodrigues
E bela como Florebela Espanca
E mesmo com a coroa de Tuguês
Ficaste sem nenhuma mucama como tua panca
Olhar Lisboa
É sonhar
E sentir
Que apesar do tumulto
Portugal,
Ainda é uma terra do sonho
J. Luciano K. Ventura – 13 de janeiro de 2025
Nota: Autor do livro: Gestão da oratória domine as técnicas e psicologia do medo comunique com excelência. 1ª Edição Abril 2026 - Portugal